quarta-feira, fevereiro 02, 2011

aTERRADOR

Sobre Nova Friburgo em uma dessas listas... Aterrador!

Quanto a Friburgo, as palavras teimam em escapar. A noite de horror parece não acabar e não há esquina, esbarrão de rua, olhar desavisado que não se depare com a dor das perdas. No final do dia a exaustão é muito maior do que o fim dos dias antes da tragédia. As pessoas continuam atônitas, perplexas, assustadas, inseguras, amedrontadas. Amanhã termina a inscrição no aluguel social e sabemos que muitas pessoas ficarão de fora. Não há imóveis para alugar e as pessoas estão voltando para as áreas de risco pois ainda demorará muito para o governo construir as casas populares. Viver num abrigo ou em uma tenda por um tempo indeterminado é enlouquecedor. Tudo se desorganiza na vida. O desemprego tb aumentou apesar de muitos empregos temporários relacionados a limpeza e remoção de entulhos e escombros prolifere. Não se anunciam mais tb o número de desaparecidos. Enfim querida, sempre que vemos a mobilização e a solidariedade de tantos ressurge esperança nos corações das pessoas que mais sofrem e que eu concordo com uma das pessoas da lista, são os pobres os que mais historicamente sofrem e não seria diferente agora.

beijos,
Graciela

domingo, agosto 15, 2010

Na dúvida duvido!

quinta-feira, julho 29, 2010

fugir

Todo esse desencontro vem de um grande medo de fugir, não gosto de fugas, estejam elas fantasiadas do que estiverem, de grande sucesso ou de fracasso consentido.
Gosto do embate, do cara-a-cara, do ser, do não-fingimento, da não-mentira.
Então fujo, fujo da idéia de estar fugindo de alguma coisa, fujo de quem foge. E isso é uma fuga também?!
Estamos todos fugindo de/pra algum lugar.
Quero só ir

...

...
sei de quase tudo muito pouco
sei de quase nada muito
Os dias em que não vou são os dias que mais sou
...

segunda-feira, julho 05, 2010

Vida

Hoje, diante de um acontecimento inevitável me perguntei de novo: O que é a vida? O que é viver?
Porque temos tanto medo de abandonar algo que nem sabemos exatamente o que é?
Porque temos tanto medo de viver?
Não sei, fico tentando me explicar sobre o sofrimento, sobre as opressões e as renúncias, não entendo, não entendo...
Não entendo também o prolongamento de um sofrimento, de uma angústia.
Confuso...
Preciso aprender a viver?!?

segunda-feira, maio 31, 2010

Quando faz sentido...

Sinal Fechado

Paulinho da Viola


Olá, como vai ?

Eu vou indo e você, tudo bem ?
Tudo bem eu vou indo correndo
Pegar meu lugar no futuro, e você ?
Tudo bem, eu vou indo em busca
De um sono tranquilo, quem sabe ...
Quanto tempo... pois é...
Quanto tempo...
Me perdoe a pressa
É a alma dos nossos negócios
Oh! Não tem de quê
Eu também só ando a cem
Quando é que você telefona ?
Precisamos nos ver por aí
Pra semana, prometo talvez nos vejamos
Quem sabe ?
Quanto tempo... pois é... (pois é... quanto tempo...)
Tanta coisa que eu tinha a dizer
Mas eu sumi na poeira das ruas
Eu também tenho algo a dizer
Mas me foge a lembrança
Por favor, telefone, eu preciso
Beber alguma coisa, rapidamente
Pra semana
O sinal ...
Eu espero você
Vai abrir...
Por favor, não esqueça,
Adeus..

sexta-feira, maio 28, 2010

quando os trabalhadores perderem a paciência

QUANDO OS TRABALHADORES PERDEREM A PACIÊNCIA

MAURO IASI

As pessoas comerão três vezes ao dia
E passearão de mãos dadas ao entardecer
A vida será livre e não a concorrência
Quando os trabalhadores perderem a paciência


Certas pessoas perderão seus cargos e empregos
O trabalho deixará de ser um meio de vida
As pessoas poderão fazer coisas de maior pertinência
Quando os trabalhadores perderem a paciência


O mundo não terá fronteiras
Nem estados, nem militares para proteger estados
Nem estados para proteger militares prepotências
Quando os trabalhadores perderem a paciência


A pele será carícia e o corpo delícia
E os namorados farão amor não mercantil
Enquanto é a fome que vai virar indecência
Quando os trabalhadores perderem a paciência


Quando os trabalhadores perderem a paciência
Não terá governo nem direito sem justiça
Nem juizes, nem doutores em sapiência
Nem padres, nem excelências


Uma fruta será fruta, sem valor e sem troca
Sem que o humano se oculte na aparência
A necessidade e o desejo serão o termo de equivalência
Quando os trabalhadores perderem a paciência


Quando os trabalhadores perderem a paciência
Depois de dez anos sem uso, por pura obscelescência
A filósofa-faxineira passando pelo palácio dirá:
"declaro vaga a presidência"!

terça-feira, maio 25, 2010

lIBERDADE

Liberdade

Não ficarei tão só no campo da arte,
e, ânimo firme, sobranceiro e forte,
tudo farei por ti para exaltar-te,
serenamente, alheio à própria sorte.

Para que eu possa um dia contemplar
dominadora, em férvido transporte,
direi que és bela e pura em toda parte,
por maior risco em que essa audácia importe.

Queira-te eu tanto, e de tal modo em suma,
que não exista força humana alguma
que esta paixão embriagadora dome.

E que eu por ti, se torturado for,
possa feliz, indiferente à dor
morrer sorrindo a murmurar teu nome.

...São Paulo, Presídio Especial, 1939...
...
...
...
nenhuma dúvida, nenhuma angústia, nenhuma tristeza
saudade. saudade do que nunca foi dito, mas foi deixado...
...
...

quinta-feira, julho 30, 2009

sE ME RENDI DESRENDO

Voltar? Não, seguir, ver, sentir cada dia especial de novo, ver que o corpo pode, que só de olhar ele já quer, não importa o quão cansado esteja, fazer tudo sem se render. Já me rendi? Se me rendi desrendo, digo não, faço que vou engolir o sapo e cuspo.
Um amigo velho me diz sempre: "Você escolhe o que quer e o que é", e é verdade, escolhi, me rendi, mas vou me arrependendo e desfazendo, desamarrando cada pedacinho de mim grudado no que não quero. Adeus, não só adeus CAISM, adeus cachorrice, adeus pequenice, olá resto da minha vida, vou te viver inteira, ai sim, de volta! AGORA

quarta-feira, dezembro 24, 2008

cOLCHÕES ROUBADOS

Minha vida é um pouco estranha. Tenho a impressão de me irritar muito mais com as coisas do que as pessoas ao meu redor, isso é ruim, pois indica que estou muito estressada. Todos os dias quando saio de casa já me preparo para ter pelo menos um momento de raiva, de indignação, de incompreensão e assim venho levando a vida, pensando no que esses momentos significam, no que fazer com eles. Bem, o acontecimento do último dia 23 me fez ver que o mínimo que quero fazer é espalha-los. Por mais que isso possa soar como um alívio a minha consciência, e talvez o seja, eu quero falar disso para o maior número de pessoas que puder, porque outra peculiaridade da minha vida é ter uma porção de perguntas sem respostas.

23/12/2008, 10:00 AM, baixos do elevado Costa e Silva na altura da Rua Jaguaribe.
A equipe: cinco policiais civis devidamente paramentados com escudos e cassetetes, alguns fiscais da Prefeitura da Cidade de São Paulo, uma perua com caçamba e uma perua Kombi da supra-citada Prefeitura.
A ação: remoção de colchões e objetos pessoais dos moradores dos baixos do Elevado Costa e Silva.
A pergunta: para quem reclamar?

Eu poderia gastar as próximas linhas falando de como isso me revoltou, da confusão que me causou, do sentimento de impotência e de injustiça que me despertou, poderia falar de todas as análises socioeconomicoculturais que eu levantei, sobre a posição dos moradores dos baixos do Elevado Costa e Silva, sobre os direitos da Prefeitura de "manter a rua limpa", sobre a inexistência de ações dessa mesma Prefeitura para que aquelas pessoas tenham moradia, mas não vou, porque isso soa comum.

Prefiro dizer que liguei para o 156, que é a central de atendimento da Prefeitura da cidade de São Paulo, tentei reclamar sobre o que eu estava vendo e me perguntaram:
- Quem está retirando os colchões?
- O pessoal da Prefeitura!
- Então eu não posso registrar a reclamação.
- E o que eu faço?
- Tenta ligar pra sub-prefeitura da região. Algo mais?

Confesso que não tentei ligar para a sub-prefeitura, como muitos dos meus amigos e conhecidos já fui convencida de que isso não muda nada (fui?). Mas a pergunta persiste: para quem eu reclamo, onde exponho a minha revolta? Alguém mais acha isso injusto?

O silêncio continua.

terça-feira, novembro 11, 2008

Dores

Um, dois, três...
Quantos segundos preciso até perder a calma?
Quantos segundos preciso até não pensar mais?
Vocifero, grito, xingo, tudo pra fora
Tudo o que não consigo mais esconder
Que penso
Explodo depois de anos
Numa língua de fina navalha
Que machuca, dói, mas não mente
Que não perdôa, mas queria perdoar
Que não se culpa, pois já abandonou a hipocrisia cristã
Ficou só com o amor

sexta-feira, julho 18, 2008

vIVER É FÁCIL?

Me pergunto se viver é realmente fácil,
não por falta de felicidade ou de amor,
por falta de mim na maioria das vezes.
Aquele medo de sempre de um dia eu estar tão longe de mim que nunca me encontre.
Viver é fácil?
Deve ser, pode ser sim, o seres é que são complexos, muito
Ando muito mais complexa do que seria


SUMMERTIME


Summertime, time, time,
Child, the living's easy.
Fish are jumping out
And the cotton, Lord,
Cotton's high, Lord, so high.

Your daddy's rich
And your ma is so good-looking, baby.
She's looking good now,
Hush, baby, baby, baby, baby, baby,
No, no, no, no, don't you cry.
Don't you cry!

One of these mornings
You're gonna rise, rise up singing,
You're gonna spread your wings,
Child, and take, take to the sky,
Lord, the sky.

Until that morning
Honey, n-n-nothing's going to harm you now,

quarta-feira, julho 09, 2008

Vida


"A pessoa saudável é aquela que vive a sua originalidade, se auto-regulando e buscando sua unicidade. Essa seria a finalidade biológica de cada vida. Toda vez que alguém não consegue expressar a sua originalidade, a nossa espécie e o ecossistema em que vivemos perdem uma contribuição ao seu desenvolvimento tornando-se, então, essa vida uma experiência inútil." Roberto Freire

Ando copiando tudo que penso????

sábado, junho 28, 2008

Quando toca me dá vontade de ir para o Rio...
ÚLTIMO ROMANCE - Rodrigo Amarante

Eu encontrei-a
quando não quis
mais procurar
o meu amor
E quanto levou
foi pr'eu merecer
antes um mês e eu já não sei
E até quem me vê
lendo o jornal
na fila do pão
sabe que eu te encontrei
E ninguém dirá
que é tarde demais
que é tão diferente assim
Do nosso amor
a gente é que sabe, pequena
Ah vai!
Me diz o que é o sufoco
que eu te mostro alguém
afim de te acompanhar
E se o caso for de ir à praia
eu levo essa casa numa sacola
Eu encontrei-a
e quis duvidar
Tanto clichê
deve não ser
Você me falou
pr'eu não me preocupar
ter fé e ver coragem no amor
E só de te ver
eu penso em trocar
a minha TV
num jeito de te levar
a qualquer lugar que você queira
e ir onde o vento for, que pra nós dois
sair de casa já é
se aventurar
Ah vai,
me diz o que é o sossego
que eu te mostro alguém afim de te acompanhar
E se o tempo for te levar
eu sigo essa hora e pego carona
pra te acompanhar

quinta-feira, dezembro 20, 2007

nÃO ME DEIXE SÓ


Não me deixe só
Eu tenho medo do escuro

Eu tenho medo do inseguro

Dos fantasmas da minha voz...


Não me deixe só
Tenho desejos maiores
Eu quero beijos intermináveis
Até que os lábios mudem de cor...

Não me deixe só
Que eu saio na capoeira
Sou perigosa
Sou macumbeira
Eu sou de paz
Eu sou do bem
Mas

Fique mais
Que eu gostei de ter você
Não vou mais querer ninguém
Agora que sei quem me faz bem...

Não me deixe só Q
Que o meu destino é raro
Eu não preciso que seja caro
Quero gosto sincero de amor...
Vanessa da Mata - Não me deixe só...

quarta-feira, dezembro 19, 2007

Sobre ele...


Aqui o dia inteirinho pensando em fazer alguma coisa mais útil da vida e desistindo toda vez que lembro que as férias existem...

Pensando, pensando e descobrindo que não penso mais só pra mim sobre o que vou fazer de mim, pensando quanta saudade cabe em um segundo, e todas essas coisas bregas e clichês que músicas de pessoas apaixonadas dizem.

Amor, amor, amor. E eu aqui me segurando pra continuar sendo eu, pra conseguir ser sozinha, pra não querer ele por perto o tempo todo, tudo isso, se misturando e fazendo a minha racionalidade de boba, de muito idiota mesmo.

Mas seguro, contenho? Não, mas guardo e aguardo tudo que posso, tento não ser banal o suficiente para querer tudo o tempo todo, toda hora, o quê?

Descobrir como se existe sendo única assim, é um desafio que quero saber como resolver.

Mas amo, amo e amo tanto que é tão natural pensar que as coisas têm que ser assim mesmo como estou sentindo agora: Essa vontade louca de estar mais que do lado, de estar dentro, junto o tempo todo que puder. Quanto é que posso?

terça-feira, novembro 20, 2007

o QUE UM DIA EU TINHA QUE FALAR (E NÃO FALEI)




Acho que a fala é outra é a fala de quem é apaixonada, sabe disso e o outro sabe também.

É a fala de quem sabe o que sente e lida bem com o que sente se o outro lidar, falar pra ele que o que eu sinto eu sinto e só muda se tiver que mudar e que eu nao vou me violentar por causa dele, se eu quero ver, peço, se quero falar, ligo, se quero saber, escrevo...
Se ele não responde não é sinal de que não é apaixonado por mim, é sinal de que não me respeita, não quer me ver, mas que fale isso, que eu não posso ser amiga, só posso ser amante de CORPO.

quinta-feira, outubro 25, 2007

e A VIDA SEGUE


Pode ser só de agora,
Pode ser que fique depois,
Nunca sei disso em mim,
Sei que a vontade do abraço,
A vontade do carinho e do beijo estão muito grandes agora.

Assim como está enorme a tristeza de depois de junto a ausência
O não
A impossibilidade

O choro que quase sai só de pensar dói...

Quero
Não tenho
E a vida segue

quarta-feira, agosto 22, 2007

vELHINHOS

Saia do CAISM, que agora tô passando por lá todos os dias e tem sido bom, quando encontrei um casal de velhinhos(eu sei que todo mundo fala para usar o termo idoso, mas eles eram velhinhos mesmo, daqueles de filme, de foto do Sebastião Salgado).
Ela com um lenço na cabeça parecia saída de uma janela sem moldura de casa do interior do país. Uma senhorinha bem senhorinha, daquelas que a getne só vê em porta de casa do interior com lenço na cabeça.
Ele, um senhor mais senhorzinho ainda, com um "chapéu de ir para a roça", parecia estar sentado num morro no fim da tarde com seu imenso cigarro de palha...
Era como se eles não estivessem ali, não pertencessem a esse tempo, mas estavam, o antigo e o novo, o sertão e os carros...
Simples assim, no meio de carros e modernidades.
fALTOU UMA MÁQUINA FOTOGRÁFICA. DE NOVO!!!




terça-feira, agosto 21, 2007

nORMAL!!!

PODE PARECER BIZARRO.
PODE PARECER IMBECIL.
E TALVEZ SEJA MESMO.
MAS NORMALIDADE É BOM, ÀS VEZES.
A PRIMEIRA VEZ QUE EU FIQUEI COM ALGUÉM "NORMAL"...
AH, BEM LOUCO, OUTRO PADRÃO DE EXISTÊNCIA... ACHO QUE PRECISO REVER CONCEITOS.

Podia ficar por aqui umas mil horas discorrendo sobre isso, falando da minha inquietação, das minhas descobertas diárias, de pequenas evoluções, mas não vou.
Vou só fazer um registro pequeno.
Conhecer uma pessoa que não tem nada que ver com seu estilo, que não tem nenhuma das pirações que você tem, mas que é engraçado pra caramba e te faz se sentir querida é muito bacana. Só um início.
Da próxima vez que eu me apaixonar, certeza que ele vai ser "NORMAL PRA CARALEO!!!!!"

quinta-feira, agosto 16, 2007

Sem Revisão de nada...

Hum... O meu foi bom, acordei umas oito da manhã, desisti de ir ao hospital, tomei banho com um incenso bem cheiroso aceso, respirei, me vesti de florzinhas, comi pães cheios de frescuras de grãos e coisas assim e me pus na rua. Saindo de casa, no campo de futebol que tem atrás, já pude ver as flores pequeninas e branquinhas nas pitangueiras, indicando que logo vai ter frutinha no pedaço. Tinha uma que tava mais branca do que verde. Fiquei feliz com isso. Sai tentando planejar o dia, mas sabia que ia ser meio difícil, porque sei exatamente o que tenho que fazer, mas não me dá muita vontade: a iniciação científica. Fui até a reitoria, entreguei o ofício pedindo grana para o encontro dos estudantes, subi pra faculdade e sentei na frente do computador. Tanta coisa interessante, nem queria fazer texto que ninguém vai ler! Mas fiz um pouco, fiz uma sessão escrita catarse, pra conseguir pelo menos botar pra fora o que quero escrever e depois escrevi pouquinho.
Fui almoçar, no bandejão, que apesar de mais longe da faculdade me deixa mais feliz, sempre encontro alguém legal, converso, rio e hoje não foi diferente. Subi, aula, chatinha, de ética e eu só pensando em como os meus professores são pouco éticos... Saí, vi uma amiga, ganhei um abraço bom e recuperei meus óculos. Tomei um sorvete que se dizia de papaia com cassis, depois vim pra cá, para o frio da sala de computadores do PB e passei duas horas tentando começar a escrever a iniciação.

segunda-feira, agosto 06, 2007

Energia Plena

BREVE.

ENERGIA PLENA ATÉ PARA ENTENDER QUE ALGUMA DOR EXISTE, VEM E PASSA...

quinta-feira, agosto 02, 2007

Campinas (novamente), 1 de agosto de 2007.

De volta, com toda energia possível, disponível e pronta. Voltei de vida nova, de gosto novo de viver, de olhar pro céu e enxergar o quanto tem pra além do azul, o quanto te traz de bom um céu azul de nuvens brancas de todo dia.
O que faz mais feliz respirar, o que faz mais feliz ander e mexer o corpo inteiro é o amor que emana do mundo pra dentro das almas, das vidas, das casas. Amor que vem de cada pedacinho de terra, de cada folha verde ou seca caída no chão, de cada flor de cor bonita ou não, de cada taio de sol, de cada rajada, leve ou pesada, quente ou fria, de vento.
Cada dia, cada dia, inteiro, intenso, profundo, cada dia um respiro mais longo, mais dentro, mais ar de cheio.
Sempre é tempo de recomeçar e sempre é tempo do Novo, do nunca visto, da busca pelo mais alto, pelo mais bonito, mais alegre, mais livre.
Reencontros são bons, redescobertas também, descobrir que se quer o que se tem, mas que ainda não se tinha notado o que se tem e as possibilidades, as potencialidades do que se tem.
Vivo com o que tenho e quero, busco, sem dor, outras vontades...

segunda-feira, junho 25, 2007

OCUPAÇÃO DA DAC

Pra poder dizer da dor que sinto não posso dizer pra muitos, pois seu ódio e sua ira estão apontados para mim para dizer o quanto sou "retardada", "marginal", "baderneiro", "ilegal"... O que representa tudo isso, o que representa argumentações baseadas em xingar o outro para desmoralizá-lo. Essas pessoas que dizem tanto de nossos "atos violentos e impensados" não pararam nem um segundinho pra ver o quanto é mais violento não ter liberdade dentro da própria universidade, não ter voz, canais de comunicação. O quanto é mais violento tentar falar sobre a possibilidade de um novo mundo e só ouvir como reflexo sentimentos de derrotismo e de conformismo.
Nenhum deles pensa que o governo que aí está representa somente 10% da população e que isso é violento e radical.
Nenhum deles penas que esse mesmo governo que "deve" cuidar dos espaços públicos só pode ser eleito se possuir 50 mil reais para financiar suas propagandas , o que exclui a maior parte da população das esferas de poder...
Estou bem confusa com os outros (o que eu acredito sei bem!), estou bem triste com esse legalismo irrefreado, mas mais do que tudo isso estou desacreditada da bondade dos homens e de sua capacidade (e vontade) de encampar a luta por um mundo justo de um vez por todas.
Quando o cansaço passar a análise talvez seja menos emotiva...

segunda-feira, abril 09, 2007

Pra neguinha

Como assim Vaca mor???
Tudo bem neguinha malandra.
Poxa Fezoca fico feliz com a descoberta, com a conscientização pra dentro de você que rolou viu. Muito lindo isso da gente descobrir coisas assim, que fazerm a gente refletir sobre quem somos, o que queremos e tal. Acho que você tá no caminho certo, é por ai mesmo, se pinta a neurose procura um jeito de fazer ela ir embora né?
Por aqui tudo lindo e cansado.
O Seminário foi massa, muito bacana mesmo, os espaços, os palestrantes, parecia tudo uma linguagem diferente, um jeito todo do nosso jeito de fazer as coisas. No final, a DENEM nem ajudou a gente muito e deu tudo certo, tudo fez sentido, tudo, até o cansaço. E estamos muito unidos por aqui depois desse encontro. Até a tratoração básica fez sentido
Hoje fiquei pensando que todos os dias podiam ser um encontro, sem tanto desencontro do jeito que é. E é isso que quero, esses estar junto, ver idéias parecidas se juntando, ver pessoas, coisas, lugares, tudo isso em harmonia, fazendo sentido. Tô nessa batalha, acho que chego lá.
Uma coisa muito linda que aconteceu: O WAGNER VEIO PRA CÁ!!!
Amor, fiquei tão surpresa, ele nem avisou nada! Na verdade, ele decidiu assim, de um dia pra o outro, tava em Curitiba, indo pra casa dele em Maringá, ai a conjuntura mudou e ele foi! Na hora em que ele chegou, foi tão intenso ver ele entrando naquele prédio, me abraçando e eu podendo sentir o calor dele de pertinho. Muito amor dentro de mim.
Enfim, não, não ficamos de novo, mas rola um lance tão bom de tar perto, uma vontade de não tá com outros que isso me confunde, mas me faz pensar que é provavel que eu esteja mesmo apaixonada por ele.
Eu sei é que na hora de despedir, demos o fatídico abraço, eles pularam o portão pra pegar o ônibus e foi bem dificil ver o amor ali, na minha frente, do outro lado da grade, imune aos meus abraços. Só a ponta dos dedos se tocaram e uma vontade de tocar a superfície dos lábios... Ai eu fiquei mal, ai não adiantou ter visto, deu um lance de ficar pra sempre perto, junto, vendo. "Chorei, chorei, até ficar com dó de mim" e perceber o quanto o meu sentimento tava se espalhando por um outro lado, o quanto o ciúme e a raiva tavam me surgindo na vida naquela hora de chorar por que ele tava longe, e parei, e fiquei menos chorosa e pensante. Parei de aceitar essa coisa de medo dentro de mim, ainda mais quando a gente sabe do que a pessoa sente pela gente, do amor que ela tem, seja qual forma for que ele vá tomar.
Fui pra casa, sozinha de tudo, o que foi até bom depois de dias e dias com muita gente por perto o tempo todo... Um sono tão grande que me bateu que eu nem consegui trocar de roupa direito. De repente o telefone toca, o Murilo avisando que eles não tinham conseguido ir, que iam mais de noite, pra gente fazer alguma coisa, ai o que eu fiz?
Ah, falei que tava em casa, que não tinha nada pra fazer, que ia dormir. Pode!
Claro que me arrependi em 30segundos, tomei banho, me troquei e fiquei feliz, bonita e sem sono de novo.
Sentados no chão da rodoviária toda a nossa subjetividade ali, nós três e nossa vida entrando pelos ouvidos uns dos outros, carinhos, cheiros, vontades se encontrando...
Fo bom. Cheguei em casa tardão, descobri que tarde é possível também e que longe não tem que existir, e que cansaço é sempre relativo...
Ah, saudade só, de vocês daí de Sampa agora.
Vontade de ficar perto e fazer a vida encontros...

ei. achei legal o que escrevi, vou por no meu blog tá?
continua escrevendo.
Te amo
Dani

sábado, março 17, 2007

rESPONDEU

A ciência pode classificar e nomear os órgãos de um
sabiá
mas não pode medir seus encantos.
A ciência não pode calcular quantos cavalos de força
existem
nos encantos de um sabiá.

Quem acumula muita informação perde o condão de
adivinhar: divinare.

Os sabiás divinam.

Manoel de Barros.

Ele me respondeu hoje, me respondeu de um jeito tão dele.
Daquele jeito que entender o que tá lá só pra quem entende mesmo, na verdade só pra quem sente, só pra quem vive, só pra quem ama.
Amo, o jeito lindo de pensar que ele tem, esse pensamento que diz tanto em tão pouco.
Ainda saudades, já saudades, de todos os lugares onde eu possa estar ainda mais feliz.

quarta-feira, março 14, 2007

cATARSE PÓS ESTRESSE

O grande lance é que tem muita gente e muita subjetividade diferente. E eu trato como se o dos outros fosse menos mágico do que o meu, finjo que não imprta o que importa, não ouço o que estão me dizendo, luto por coisas que não quero, quero coisas pelas quais não luto!!! Me dizem isso, sou assim? Sim, um pouco eu acho.
Quero aparecer menos, como encontrar o limiar entre o que importa e o que não importa, do que precisa ser dito e do que vai ser construído. Como fazer não ser todo o espaço meu? Como fazer o espaço de construir pra todos, seu eu acabo mostrando "tudo"? E que tudo é esse? TUDO PRA MIM!!! Pros outros é simplesmente mais uma tratoragem, um atropelar de idéias, de vontades, de construção.
Toda liderança imposta não é liderança, é autoritarismo, é opressão, é roubo!!!
Não quero mais ser isso que não quero ser. Quero ser só o que for simples e de verdade. Masminha postura não tem ajudado muito, meu inconsciente? Como?
O que acho interassante é que todo mundo que eu amo e que me ama me critica, duramente, com, muita força, às vezes, mas é bom. Porque eles, assim como eu (ou mais do que eu) sabem o que eu sou e o que eu digo ser.
O que eu quero ser?
Sou.

segunda-feira, março 12, 2007

Ando sentindo tanta coisa e tão pouco tempo pra dizer...

quarta-feira, fevereiro 21, 2007

gARGANTA



Uma garganta fechada, bem fechada mesmo...

Um calor no corpo inteiro que começa nesse vermelho intenso, imenso, inominável

Uma noite de delírio cheia de cusparadas e dor.

Um pus imenso que se desfaz em pedaços na pia do banheiro.

Um acordar choroso com medo de conexões.

Um dia cheio de cama, de dor, de mal - estar.

Pouca comida passa, a água machuca pra descer...

Bactérias, antibióticos, injeções, vontade de nada bem grande

Fez parte do dia hoje...

BENZETACIL

Composição: João Bosco & Francisco Bosco

Tem dor de dente, dor-de-cotovelo

Tem dor em tudo que é lugar

Dor de barriga, asia, queimação

Tem a dor-de-facão

Mais conhecida por “de veado”

Calo, nó, tostão ou dor muscular

E bico-de-papagaio

Dor de cabeça, sinusite, febre

Cólica, enxaqueca, mas vai melhorar, porque

Pra toda dor existe um bom remédio

Toma, deita, espera, tenta esquecer


Mas na verdade tenho que dizer

Tem uma dor tão vil

Que dói só de pensar

Você não sabe amigo o que é levar

Um Benzetacil naquele lugar

Ai, ai, ai…


Esparadrapo, calminex, gelo

Boldo, sal de frutas, cafuné de mãe, não tem

Nenhum remédio pra essa dor maldita

Vira, abaixa as calça, entrega a Deus e amém

terça-feira, fevereiro 20, 2007

sÓ uM tÊNIS...

03/01/2007
Hoje saí para comprar um tênis, voltei sem o tênis mas com questionamentos que me fizeram chegar na questão essencial. O que eu quero da minha vida? O que eu quero? Dessa minha vida? E só consegui chegar à conclusão de que o que eu quero é o que muita gente não quer e por isso a grande confusão que arrumo toda vez que abro a boca pra falar dessas vontades que me perseguem desde há muito tempo.
É difícil esplicar o que quero porque já me colocaram tantas impossibilidades dentro da cabeça, já me disseram que tantas coisas são impossíveis, imutáveis, até os mais libertários já me disseram coisas sobre essa vontade de que tudo mude, mas que não muda nada não, que o que muda é a gente, e é ai que realmente pegam as minhas dúvidas. Será que é só a gente que muda e passa a viver o mundo de outro jeito, ou será que o entorno desse mundo nosso muda junto? Ou será ainda que as pessoas que atraímos pra esse mundo são pessoas de mundo mudado, por isso, às vezes, parece que o mundo em torno está mudando e a gente realmente acredita que ele muda?
Neurótico?
Mas é vontade encontrar meios, maneiras de fazer diferentes do que é imposto e eu sinto me mover me direcionar pra isso, como ter certeza de que não se está cedendo, perdendo, esquecendo de fazer o que realmente importa, quem determina o que importa?
Não é sobre reconhecimento da sociedade que eu estou falando, estou falando de deixar pra trás coisas que tornam a origem de um novo mundo impossível sem querer saber o julgamento dessas coisa.

sexta-feira, fevereiro 09, 2007

Só pra dizer do sono
da falta de vontade de estar em pé e dá impossibilidade de estar deitada

domingo, janeiro 07, 2007

o HAITI NÃO É AQUI, É LÁ E ELES ESTÃO PASSANDO POR UM PERRENGUE...



Só pra falar de indignação... De coisas que não sabemos, que não vemos, de coisas que ninguém fala, ninguém discute, é só uma notícia que escapa aqui e outra ali. Observe a ação da tropas brasileiras no Haiti.

Haiti: Natal de sangue em verde-amarelo - Mário Maestri - 27.12.2006

Em Cité Soleil, o Papai Noel chegou cedo e de surpresa, às 4h30 da sexta-feira, 22 de dezembro, pilotando um blindado Urutu, em vez do tradicional trenó, junto a quatrocentos soldados brasileiros da Minustah e da temida Polícia Nacional haitiana. Durante a longa madrugada, em vez de presentes, distribuiu magnânimo a dor, o medo e a morte. Pela manhã, partiu levando nas costas o saco avermelhado com as vidas de no mínimo quatorze adultos e crianças

Tão violento foi o ataque que a população da megafavela de Cité Soleil manteve-se por terra durante toda a noite, enquanto as balas perfuravam as frágeis moradias. Ao amanhecer, além dos mortos e dezenas de feridos, a população teve que penar com a falta de água, pois boa parte das cisternas dos barracos foi perfurada pela munição de guerra. Pela tarde, as ruas desertas eram percorridas por raros populares assustados, levando parentes feridos aos hospitais.

A indignação dos moradores da Cité Soleil agravou-se sobretudo porque os soldados brasileiros impediram que médicos e enfermeiros socorressem imediatamente os adultos e crianças feridos. Pierre Alexis, responsável da Cruz Vermelha em Cité Soleil , denunciou que as tropas impediram a entrada dos veículos da organização no bairro: "A Cruz Vermelha não faz política", declarou, "Seu papel é socorrer qualquer pessoa [...]".

Haiti

Caetano Veloso

Composição: Caetano Veloso e Gilberto Gil

Quando você for convidado pra subir no adro
Da fundação casa de Jorge Amado
Pra ver do alto a fila de soldados, quase todos pretos
Dando porrada na nuca de malandros pretos
De ladrões mulatos e outros quase brancos
Tratados como pretos
Só pra mostrar aos outros quase pretos
(E são quase todos pretos)
E aos quase brancos pobres como pretos
Como é que pretos, pobres e mulatos
E quase brancos quase pretos de tão pobres são tratados
E não importa se os olhos do mundo inteiro
Possam estar por um momento voltados para o largo
Onde os escravos eram castigados
E hoje um batuque um batuque
Com a pureza de meninos uniformizados de escola secundária
Em dia de parada
E a grandeza épica de um povo em formação
Nos atrai, nos deslumbra e estimula
Não importa nada:
Nem o traço do sobrado
Nem a lente do fantástico,
Nem o disco de Paul Simon
Ninguém, ninguém é cidadão
Se você for a festa do pelô, e se você não for
Pense no Haiti, reze pelo Haiti
O Haiti é aqui
O Haiti não é aqui
E na TV se você vir um deputado em pânico mal dissimulado
Diante de qualquer, mas qualquer mesmo, qualquer, qualquer
Plano de educação que pareça fácil
Que pareça fácil e rápido
E vá representar uma ameaça de democratização
Do ensino do primeiro grau
E se esse mesmo deputado defender a adoção da pena capital
E o venerável cardeal disser que vê tanto espírito no feto
E nenhum no marginal
E se, ao furar o sinal, o velho sinal vermelho habitual
Notar um homem mijando na esquina da rua sobre um saco
Brilhante de lixo do Leblon
E quando ouvir o silêncio sorridente de São Paulo
Diante da chacina
111 presos indefesos, mas presos são quase todos pretos
Ou quase pretos, ou quase brancos quase pretos de tão pobres
E pobres são como podres e todos sabem como se tratam os pretos
E quando você for dar uma volta no Caribe
E quando for trepar sem camisinha
E apresentar sua participação inteligente no bloqueio a Cuba
Pense no Haiti, reze pelo Haiti
O Haiti é aqui
O Haiti não é aqui

segunda-feira, janeiro 01, 2007

qUERER


Surge na TV a música da chuva que me faz pensar em tantas coisas, no que fazer ou não fazer, no que pensar, em quem amar... Ela vai tocando e minha cabeça vai se organizando, as coisas que quero e as coisas que não quero vão se separando e tudo fica simples, livre, sem nenhuma prisão possível, só possibilidades de liberdade, de novas formas de viver amar sentir. Aquelas formas das quais a gente fala o tempo todo, mas que só entende na hora em que uma música assim toca e diz que tudo pode ser som sol azul calor não precisa nada, nem neurose nenhuma, é só percorrer a própria mente, o próprio corpo num sentimento interno que fica dizendo muito mais do que quando a razão organiza tudo direitinho em cada uma de suaas gavetas, não há gavetas: o que quer ficar fica pelo caminho, o que não se quer fora dele, já que não vai ser usado no passeio.
Os cabelos e o corpo lavados, o perfume sai por todos os meus poros e a vontade de dividir a sensação desse cheiro com alguém que queira amar invade até a alma... Divido... Só querer.

domingo, dezembro 31, 2006

mE TORNEI EM SENTIR

Me tornei em sentir...
Menina? Não sei


Existem marcas fortes fundas boas nem tão boas
não
Na minha vida em reticências possibilidades
potenciais continuações recomeços


O começo evidente não diz sobre todos os inícios O começo em dia qualquer e o fim
O começo evidente nem sempre recomeça
Apenas um dia mais para outro
Para outro ainda mais um dia Apenas um dia


Planos para um que virá inconsistente?
Concreto fixo rígido?
Vontade basta vontade na hora agora... Ver o querer ir e fazer.


EU

sábado, dezembro 30, 2006

Do amor LIVRE.

Algumas coisas têm de ser mais leves e algumas expectativas não são boas o suficiente para existir. Talvez olhando isso eu mesma faça mais sentido pra mim.
Aprendi hoje que retroceder no que se acredita (quando realmente acredita!) por conta de amar outro faz com que o amor destinado a mim seja menor, até o meu amor é menor por mim nesses momentos.
Não adianta fingir que não, prender as neuroses no fundo da bacia, dizer que não há, quando há, elas sobem ou quem vê por fora vê todas elas muito maiores do que quando eu admito que elas existem.
A real é que eu quero amor, quero amar e faço planos para isso, e finjo que não faço. Mas busco cercar o amor por todos os lados, cercá-lo mesmo, eu tento prendê-lo. Guardar, restringir esse amor todo pra mim. Vindo de que via vier, de que lado surgir, quero sempre que ele fique aqui. Eu que tanto prego viver livre tenho tentado prender o amor de algumas pessoas livres que amo porque são livres, tento prender o amor delas comigo, ai...
Ai, sem chance para esse amor crescer perto de mim, normalmente, ele diminui tanto que sai da minha prisão de chumbo por alguma fissura invisível e vai crescer em outro lugar, num campo verde talvez, onde haja espaço, lugar e luz sem restrições, inclusive sem restrições a minha presença, mas eu quero tanto pra mim, junto de mim, que é difícil estar nesses campos de liberdade, ou foi difícil.
Não quero mais ter que prender todo esse amor que vem pra mim, e nem tenho que fazer isso, descobri também. Quero que ele fique solto sem eu ter medo dele fugir, sem ficar vigiando pra que isso não aconteça, sem colocar sobre ele peso demais, pra não deixar ele se afastar muito numa obrigação que eu não queria.
Livre, sem peso e com sua própria vontade, esse é o amor que eu quero que olhe pra mim e que eu olhe pra ele vendo beleza na liberdade mostrada. Tudo que não seja assim eu nego e desisto de sentir... Caminho?
Durante toda a minha vida sempre que me vi perdendo parti para o mecanismo de obrigar (talvez tenha aprendido assim), obrigar as coisas que estão saindo do meu campo de visão por vontade delas a voltarem e permanecerem nele, muitas vezes elas voltam e permanecem, mas não estão mais e, muitas vezes eu preferi vê-las não estando, mas vê-las, do que saber que elas estão e são longe de mim. Que tudo parta quando tiver que partir, que tudo ame ou não ame quando tiver de ser... Assim, assim sim.

terça-feira, dezembro 26, 2006

o AR DE PASÁRGADA

O ar de Pasárgada
VERÍSSIMO

Escrevi isto há algum tempo, mas vale a adaptação. Escrevi que ir embora para Pasárgada é o que todos nós queremos. Até dispensaríamos os outros atrativos da terra sonhada do Manuel Bandeira — ginástica, bicicleta, burro brabo, pau-de-sebo, banho de mar, banho de rio e mulher desejada na cama escolhida — se tivéssemos a consideração do nosso amigo, o Rei. Para alguns, ser amigo do Rei significa ter influência no governo, qualquer governo. Para outros, significa ter dado o passo mágico com o qual, no Brasil, os que estão por fora passam para dentro.Ter transposto o balcão que separa os que atendem mal dos que são mal atendidos pelo Estado. O serviço público é a Pasárgada de muita gente, mesmo que, ao contrário da Pasárgada de Bandeira, não tenha tudo nem seja outra civilização, e sim um serviço geralmente mal pago e com poucos privilégios.Não importa — está-se ao lado do Rei, livre da danação de ser apenas outro cidadão brasileiro.A amizade do Rei é desejável justamente porque, num país como o Brasil, não basta ser cidadão para ter direito de cidadão. Nossa grande ânsia por Pasárgada vem desta consciência do Estado não como algo que nos serve mas como um clube de poucos do qual é preciso ser membro porque a alternativa é ser sua vítima. Outra Pasárgada é a terra do dinheiro e do pistolão, dos que podem olhar as filas dos SUS e a miséria à sua volta como se olhassem outro país, no qual felizmente não vivem.Agora, Pasárgada mesmo, Pasárgada além da sonhada, é não ser só amigo do Rei, é ser da corte.Pertencer a minoria dentro da minoria que manda e desmanda. Estar no centro dessa teia de cumplicidades tácitas que sobrevive a toda retórica reformista e enreda suavemente quem chega a ela, por mais bem intencionado que chegue. É uma confraria sem estatutos ou regras claras, uma confraria que nem bem conhece a si mesma. Você só sabe que está em Pasárgada e que não deve mais explicações a ninguém.Só a sensação de estar numa Pasárgada à prova de cobranças e conseqüências explica o aumento escandaloso que os congressistas querem se dar.Nem se deve reprová-los — foi o ar de Pasárgada, que embaralha os sentidos, destrói o bom senso e desregula a vergonha. E em vez de ficar execrando e lamentando os que sucumbiram deve-se louvar os que resistiram à intoxicação, gente como o Chico Alencar e a Luciana Genro, que foram embora para Brasília mas não abandonaram o Brasil.

segunda-feira, dezembro 25, 2006

CHEIA!!! Mas de coisas novas e lindas...

Poxa o que dizer?
Tudo né!!!
Acabei o ano, aquele o letivo, coisinhas pra fazer sempre ficam mas a distância é bem grande, ainda bem. Ai eu vou começar outro ano letivo num futuro distante num terceiro ano!!!
Ai eu voltei as alegrias que estavam paradas por uma semana e o Rio foi a primeira parada. Pô, que parada louca aquele lugar viu... Amo muito, acho muito lindo, muito conflitante, muitas coisas que só dá pra sentir lá.
Santa Tereza agora faz parte da minha vida, a pessoa que eu amava já não faz mais, novos amores e vontades de viver mais do que tudo. E eu que pensava que não dava pra sentir mais tesão pela vida do que eu sentia, mas dá e sinto agora, aumentando sempre. E agora? E agora é só essa curtição não desperdiçada e não desaparecida tomando conta de tudo e levando alegria pra todos os lugares. Família, amigos, eu, tempo... Mais do que isso nem precisa, mas quero!
Depois lanço umas filosofadas que eu sei que a galera curte!

quarta-feira, dezembro 06, 2006

Há tempos

Há tempos...
Nunca tive tanta coisa pra dizer e nunca fiquei tanto tempo sem dizê-las... Mas deve ser porque é simples parar de dizer certas coisas algumas vezes...
O momento é reticente, o momento é de cansaço extremo de tudo que é obrigação, o momento é de não vontade da maioria das coisas, o momento é de adeus, o momento é de retorno querido...
E é só isso que sai mesmo... Porque o momento não é muito produtivo

quinta-feira, outubro 19, 2006

Sentir o que se faz...

Hoje eu fiz o meu primeiro curativo!!!
E estou realmente emocionada!
Pode parecer idiota pra quem não quer ser médico, mas fazer um curativo é muito mais do que limpar o local e colocar micropore, é vínculo e é impressionante a diferença que uma palavra pode fazer no contexto todo: INCRÍVEL!
O senhor de quem eu troquei o curativo já está no hospital há uns 13 dias, ele fez uma cirurgia no esôfago, e saber que eu fiz tudo direitinho me dá um grande alívio, mesmo porque o médico que retirou o dreno dele depois não fez tudo tão direito...
Ah, o que eu quero falar é da minha emoção, do meu sentimento ao sentir que posso ser boa médica, fora de todos os padrões ocidentais e hospitalocêntricos que eu conheço: EU REALMENTE SINTO O QUE ESTOU FAZENDO! E isso é lindo!
Ah, vou conseguir, acredito...

quinta-feira, outubro 12, 2006

A PRIMEIRA IDÉIA QUE VEIO A CABEÇA FOI: VOU PERDER O TEMPO DO BILHETE ÚNICO!

O metrô parou e o "desespero" toma conta do ser...
Não quero mesmo gastar dois reais a mais...
Mas e por quê?
Sei lá porque essa porra parou, quero pegar o outro ônibus a tempo...
Ai se diz:
"SENHORES USUÁRIOS ESTAMOS PARALISADOS POR CONTA DE UM USUÁRIO NO TRILHO NA ESTAÇÃO TIÊTE, PREVISÃO DE VOLTA EM DOIS MINUTOS"
Mas ai, na minha cabeça, não parou a idéia do bilhete, NÃO PAROU!!!
E eu nem acredito...
Foda, depois eu parei e pensei nisso: A primeira idéia que veio a cabeça foi: Vou perder o tempo do bilhete único!
Nem tem mais nada...
Só isso, a reflexão não é mais minha...

quinta-feira, outubro 05, 2006

Rótulos

Acho que estou com um problemas com rótulos...
Ontem me ofereceram um relacionamento sem rótulos... Mas será que é sempre bom ter um relacionamento sem rótulos?
Putz, eu fiquei quase 8 meses num relacionamento sem rótulos e isso me pareceu mais uma indefinição desnecessária. Mas agora... Ah não sei... Só pra dizer isso aqui porque precisava botar pra fora...

sábado, setembro 30, 2006

E pra fazer parar de sentir saudades?
Daqueles dias que não era pra escrever, mas o sentimento do amor toma aquela conta de mim total, e eu só fico pensando em como, de que jeito, aquela coisa bem melodramática do "Por que? Por que, tão longe se perfeito? Por que perfeito se tão distante?".
Tá vendo, papo bravo!
Mas o grande lance é que é isso mesmo, muito longe, pouco tempo e pra mim tem que ver pra ser, senão vejo outras pessoas e embora não seja tanto é porque é perto, todo dia, olho no olho, mão na mão, boca na boca. E pra mim se não for assim, de pertinho eu não consigo e ele também não eu acho...
E continua a saudade, a vontade e a não possibilidade que, às vezes, me ataca por ser tão passional desse jeito e fico lembrando de coisas e mais coisas que são tão poucas mas juntas ficam tão imensas, pouquíssimas horas, mas são as que mais valem...
Ah, continuo, será que continua? Continuo com saudades das possibilidades...

quinta-feira, setembro 21, 2006

RODRIGUINIANO!

Quem me conhece sabe que eu sou uma pessoa que me revolto com as coisas, mas eu sempre me impressiono com a capacidade que as pessoas têm de agir de forma tão grotesca que me fazem me revoltar ainda mais, chegar ao limiar da revolta, onde a única vontade é combater a irracionalidade rodriguiniana desse tipo de ser.
Ontem uma amiga chegou pra mim desesperada dizendo que tinham cometido uma dessas ações grotescas contra um amigo dela, um médico, dentro do Hospital de Clínicas da Unicamp, faculdade na qual eu estudo, teve a insensibilidade de dar um diagnóstico de HIV pra esse menino, sem nem ao menos ter um resultado positivo no exame!!! Eu sei, é inacreditável, poderia muito bem ser uma cena de Nelson Rodrigues, das mais horrendas.
O que falta ainda dizer é que esse garoto está doente há um mês e ninguém descobre o que ele tem, que ele está emocionalmente abalado, fisicamente debilitado e muito desesperado, mas mesmo assim o médico não teve o menor tato ao dizer pra ele: "- Todos os seus exames estão normais, só o resultado do exame de HIV não saiu ainda, mas pelas suas características atuais, linfonodos inchados, pouca salivação... é muito provável que o diagnóstico seja esse, então, você volta daqui TRINTA DIAS pra confirmar isso!" COMO É POSSÍVEL???
O menino ainda tentou argumentar com o médico que ele gostaria de saber do resultado do exame antes da consulta, mas aquele ser disse que não seria possível!
O importante é dizer que isso não vai ficar assim, que não pode. Por isso que estou contando aqui e vou contar onde puder, e vou querer que o médico que fez isso seja alertado, ou punido... Que as pessoas todas tenham consciência de que um profissional da saúde não deve agir com as pessos como se elas fossem máquinas, e que o bom senso deve fazer parte dessa relação profissional de saúde e sujeito cuidado. Assim como o respeito pela emoção das pessoas deve acontecer em todas as relações, eu penso assim, e gostaria de saber o que os outros pensam.
LUTEMOS CONTRA ISSO, LUTEMOS CONTRA A DESUMANIDADE, CONTRA O DESCASO, CONTRA A NÃO CONSCIÊNCIA DO OUTRO!!!

segunda-feira, setembro 18, 2006

sOZINHA nO fUNDO

Ah, esse é daqueles que é bom nem começar, não por não saber onde vai parar, mas por não saber se vai dar, se vai ter um início, se vai além das reticências...
Eu sempre digo pra mim mesma que odeio o médio, odeio o pouco, o pequeno, o que não é nem bom nem ruim, mas, às vezes, me boto no médio, como do médio e vivo o médio. Pra que? Por quê? Porque além de odiar o médio eu sempre tenho esperança de que tudo vai ser tão sublime como eu quero que seja, sempre, e isso é, realmente um defeito!
Por quê? Porque vivo isso que vivo sem perceber que é médio, até que vem a queda de uma vez, e quando percebo o tesão se vai, foge de mim, deixo de querer: porque é médio!
Falando com uma amiga agora pouco redescobri que eu sou intensa demais, que eu vou fundo demais, não que isso seja ruim, pra mim isso é lindo, mas as pessoas não acompanham esse movimento e, às vezes, muitas vezes, eu fico no fundo sozinha! O que não é ruim, porque me encontro, me vivo, me palpo... Mas nem sempre me encontro sozinha, aquela coisa de querer um outro pra te encontrar um pouco também...
Mas meus amigos, daqueles que vivem comigo todo dia, vão muito poucas vezes ao fundo de tudo isso, desse lance lindo que é se relacionar, que é amar, que é querer com muita força e eu quero companhia hoje, pra viver intenso, pra viver inteiro, pra viver junto.
De onde vem? Hoje, que as energias não estão azul celeste como há algum tempos andavam em cima da minha cabeça, não tem ninguém no fundo comigo, tô sozinha, no mais profundo de mim, no mais escondido de mim que eu nem poderia imaginar e, hoje, sinto mesmo, que não quero a solidão, pelo menos hoje não...

Esperando

Hoje só sei que vivia esperando...
Esperando um olhar,
Esperando um abraço,
Esperando um sinal,
Esperando uma brisa mais leve,
Esperando uma vida mais leve,
Esperando amanhã ser melhor,
Esperando terminar pra começar,
Esperando passar,
Esperando ficar,
Esperando alguém me amar,
Esperando sem lutar,
Esperando ser feliz um dia...

Agora sem esperar nada de nada, de lugar nenhum faço hoje tudo que esperava ontem...

quinta-feira, setembro 14, 2006

qUERO sABER!

Simplesmente estudar o que não se quer, ou do jeito que não se quer é impráticavel.
Não saber o que se estuda ou não saber porque se estuda é tão ruim quanto.
É infernal essa coisa do autoritarismo acadêmico, dessa imposição, desse não espaço para criar e pensar, o antigo e o novo, conjuntar tudo, fazer as coisas crescerem a fazerem sentido, ou pelo menos terem cara de não copiadas...
Não quero mais plagear o que não gosto, só porque a nota me é exigida.
Não quero mais decorar o que não entendo, pelo mesmo motivo.
Não quero mais me desesperar por não saber o que não preciso, do jeito que não quero...
Quero saber sim!
MAS SABER MESMO!!!
Quero olhar pras coisas e construir sentidos, quero viver esse educar de verdade...
Quero ser mais do que um monte de informações sobre páginas e páginas, quero ser eu e saber coisas sem deixar de ser eu nem por um minuto.
Será que dá pra entender o que quero dizer?
QUERO SABER PARA FAZER E TRANSFORMAR!

quarta-feira, setembro 13, 2006

O que hoje?

Tanta coisa, tantos milhares de eventos acontecendo ao mesmo tempo, e ao mesmo tempo não acontecendo muita coisa, ai fica difícil parar, pensar e escrever sobre um em particular, sobre um pedaço, ou escrever muita coisa que tenha coerência...
Mas agora é a do preconceito, preconceito racial que eu fico pensando que sumiu, mas não some, nunca, nunca talvez não, mas ainda anda por ai, apesar da torcida contra.
Pão de Açúcar, na região da Avenida Paulista, sexta-feira, meia noite: sete pessoas, três caras brancos, três meninas negras e um segurança negro (que nem deve perceber que é negro, ou que nem deve perceber onde guarda seu próprio preconceito). Precisa falar mais? Acho que precisa, sondagem dentro do mercado, perseguição implacável do segurança sobre o grupo por todos os setores, revolta!!! Disse que iria pagar pelo que quisesse, não, na verdade não iria pagar por nada, não queria nada dali e fim. Fim? Nada, só o começo de indagações, ou o recomeço de velhas questões que não estão se apagando, meu, não estão se apagando mesmo e porque?
Nem sei direito porque, sei direito que não aceito, não quero essa porra desse olhar sobre ninguém, não quero essa porra dessa desconfiança sobre ninguém, não quero e pronto. Não aceito!!!
Mudar a visão, mudar a educação, mudar a proporção, mudar o valor, mudar o amor, mudar tudo, ai para, ai deixa de existir...

segunda-feira, setembro 11, 2006

Sobre Campinas...

Só pra jogar a minha revolta de estar aqui para longe de mim, eu tenho que dizer que eu realmente não gosto de Campinas, sabe, dessa mania de ser cidade grande. Dessa coisa de ter todos os problemas de uma cidade grande só que sem as vantagens dessa...
Odeio esse academicismo todo que a Unicamp me proporciona, apesar de achar esse espaço incrível, lindo, cheio de verde e de sensações (falaciosas) de liberdade... Ah!!!
Como eu não agüento mais isso, e como eu quero agüentar por conta das minhas decisões, como minhas energias se vão, como tudo se esvai, some, desaparece, menos o tempo que se alonga demais, que não passa, a não ser quando eu tenho 500 mil coisas pra faze! Por isso decidi, aqui eu me mato, eu aprendo, eu transcendo, eu tento achar o meu modo, o meu caminho, o meu jeito de achar coisas e momentos. Aqui eu tenho que aprender a ser eu, a ser livre, a ser feliz acima das barreiras. Consigo? Tomara!
Porque eu quero conseguir, quero me dar a chance de terminar! Terminar pra quê?
Pra ser, pra saber simplesmente, sem após...
Acho que é só isso, não era assim, mas já que saiu fica!!!

quinta-feira, setembro 07, 2006

Longe... denovo


Partiu... foi-se longe demais de mim agora... e dói de começo quando tá longe assim, depois passa, depois vai a dor embora, mas de início é triste, é ruim mesmo, ficar sentindo falta de ver, tocar, sentir... Ai... Sei que volta, sei que não cessa tão breve e que não demora tanto, mas o começo da distância é tão infeliz que parece que nunca mais vai passar... Dá medo, dá angústia, dá vontade de sair gritando... Mas não grito nunca... A não ser pra dentro... Ou pras pessoas que amo e que sabem do grito e da necessidade dele sair... Mas o que eu queria mesmo, o que me fez começar escrever, eu nem sei direito... Só sei que é foda e não é ao mesmo tempo, é assim, sempre assim, sem perspectivas de ser diferente agora, em tudo, em tudo mesmo... Tudo desse jeito meio sem nome, meio sem título, mas tão de verdade, tão real e indispensável... ah... tô elocubrando demais e dizendo nada de novo... nada... tudo que sempre digo pra mim mesma todo dia e que todo mundo que me conhece nem precisa mais ouvir... Mas tá uma confusão aqui dentro... só pra variar... só pra ser diferente... Só queria perto... quente... junto... só isso..