quarta-feira, dezembro 24, 2008

cOLCHÕES ROUBADOS

Minha vida é um pouco estranha. Tenho a impressão de me irritar muito mais com as coisas do que as pessoas ao meu redor, isso é ruim, pois indica que estou muito estressada. Todos os dias quando saio de casa já me preparo para ter pelo menos um momento de raiva, de indignação, de incompreensão e assim venho levando a vida, pensando no que esses momentos significam, no que fazer com eles. Bem, o acontecimento do último dia 23 me fez ver que o mínimo que quero fazer é espalha-los. Por mais que isso possa soar como um alívio a minha consciência, e talvez o seja, eu quero falar disso para o maior número de pessoas que puder, porque outra peculiaridade da minha vida é ter uma porção de perguntas sem respostas.

23/12/2008, 10:00 AM, baixos do elevado Costa e Silva na altura da Rua Jaguaribe.
A equipe: cinco policiais civis devidamente paramentados com escudos e cassetetes, alguns fiscais da Prefeitura da Cidade de São Paulo, uma perua com caçamba e uma perua Kombi da supra-citada Prefeitura.
A ação: remoção de colchões e objetos pessoais dos moradores dos baixos do Elevado Costa e Silva.
A pergunta: para quem reclamar?

Eu poderia gastar as próximas linhas falando de como isso me revoltou, da confusão que me causou, do sentimento de impotência e de injustiça que me despertou, poderia falar de todas as análises socioeconomicoculturais que eu levantei, sobre a posição dos moradores dos baixos do Elevado Costa e Silva, sobre os direitos da Prefeitura de "manter a rua limpa", sobre a inexistência de ações dessa mesma Prefeitura para que aquelas pessoas tenham moradia, mas não vou, porque isso soa comum.

Prefiro dizer que liguei para o 156, que é a central de atendimento da Prefeitura da cidade de São Paulo, tentei reclamar sobre o que eu estava vendo e me perguntaram:
- Quem está retirando os colchões?
- O pessoal da Prefeitura!
- Então eu não posso registrar a reclamação.
- E o que eu faço?
- Tenta ligar pra sub-prefeitura da região. Algo mais?

Confesso que não tentei ligar para a sub-prefeitura, como muitos dos meus amigos e conhecidos já fui convencida de que isso não muda nada (fui?). Mas a pergunta persiste: para quem eu reclamo, onde exponho a minha revolta? Alguém mais acha isso injusto?

O silêncio continua.

terça-feira, novembro 11, 2008

Dores

Um, dois, três...
Quantos segundos preciso até perder a calma?
Quantos segundos preciso até não pensar mais?
Vocifero, grito, xingo, tudo pra fora
Tudo o que não consigo mais esconder
Que penso
Explodo depois de anos
Numa língua de fina navalha
Que machuca, dói, mas não mente
Que não perdôa, mas queria perdoar
Que não se culpa, pois já abandonou a hipocrisia cristã
Ficou só com o amor

sexta-feira, julho 18, 2008

vIVER É FÁCIL?

Me pergunto se viver é realmente fácil,
não por falta de felicidade ou de amor,
por falta de mim na maioria das vezes.
Aquele medo de sempre de um dia eu estar tão longe de mim que nunca me encontre.
Viver é fácil?
Deve ser, pode ser sim, o seres é que são complexos, muito
Ando muito mais complexa do que seria


SUMMERTIME


Summertime, time, time,
Child, the living's easy.
Fish are jumping out
And the cotton, Lord,
Cotton's high, Lord, so high.

Your daddy's rich
And your ma is so good-looking, baby.
She's looking good now,
Hush, baby, baby, baby, baby, baby,
No, no, no, no, don't you cry.
Don't you cry!

One of these mornings
You're gonna rise, rise up singing,
You're gonna spread your wings,
Child, and take, take to the sky,
Lord, the sky.

Until that morning
Honey, n-n-nothing's going to harm you now,

quarta-feira, julho 09, 2008

Vida


"A pessoa saudável é aquela que vive a sua originalidade, se auto-regulando e buscando sua unicidade. Essa seria a finalidade biológica de cada vida. Toda vez que alguém não consegue expressar a sua originalidade, a nossa espécie e o ecossistema em que vivemos perdem uma contribuição ao seu desenvolvimento tornando-se, então, essa vida uma experiência inútil." Roberto Freire

Ando copiando tudo que penso????

sábado, junho 28, 2008

Quando toca me dá vontade de ir para o Rio...
ÚLTIMO ROMANCE - Rodrigo Amarante

Eu encontrei-a
quando não quis
mais procurar
o meu amor
E quanto levou
foi pr'eu merecer
antes um mês e eu já não sei
E até quem me vê
lendo o jornal
na fila do pão
sabe que eu te encontrei
E ninguém dirá
que é tarde demais
que é tão diferente assim
Do nosso amor
a gente é que sabe, pequena
Ah vai!
Me diz o que é o sufoco
que eu te mostro alguém
afim de te acompanhar
E se o caso for de ir à praia
eu levo essa casa numa sacola
Eu encontrei-a
e quis duvidar
Tanto clichê
deve não ser
Você me falou
pr'eu não me preocupar
ter fé e ver coragem no amor
E só de te ver
eu penso em trocar
a minha TV
num jeito de te levar
a qualquer lugar que você queira
e ir onde o vento for, que pra nós dois
sair de casa já é
se aventurar
Ah vai,
me diz o que é o sossego
que eu te mostro alguém afim de te acompanhar
E se o tempo for te levar
eu sigo essa hora e pego carona
pra te acompanhar