domingo, dezembro 31, 2006

mE TORNEI EM SENTIR

Me tornei em sentir...
Menina? Não sei


Existem marcas fortes fundas boas nem tão boas
não
Na minha vida em reticências possibilidades
potenciais continuações recomeços


O começo evidente não diz sobre todos os inícios O começo em dia qualquer e o fim
O começo evidente nem sempre recomeça
Apenas um dia mais para outro
Para outro ainda mais um dia Apenas um dia


Planos para um que virá inconsistente?
Concreto fixo rígido?
Vontade basta vontade na hora agora... Ver o querer ir e fazer.


EU

sábado, dezembro 30, 2006

Do amor LIVRE.

Algumas coisas têm de ser mais leves e algumas expectativas não são boas o suficiente para existir. Talvez olhando isso eu mesma faça mais sentido pra mim.
Aprendi hoje que retroceder no que se acredita (quando realmente acredita!) por conta de amar outro faz com que o amor destinado a mim seja menor, até o meu amor é menor por mim nesses momentos.
Não adianta fingir que não, prender as neuroses no fundo da bacia, dizer que não há, quando há, elas sobem ou quem vê por fora vê todas elas muito maiores do que quando eu admito que elas existem.
A real é que eu quero amor, quero amar e faço planos para isso, e finjo que não faço. Mas busco cercar o amor por todos os lados, cercá-lo mesmo, eu tento prendê-lo. Guardar, restringir esse amor todo pra mim. Vindo de que via vier, de que lado surgir, quero sempre que ele fique aqui. Eu que tanto prego viver livre tenho tentado prender o amor de algumas pessoas livres que amo porque são livres, tento prender o amor delas comigo, ai...
Ai, sem chance para esse amor crescer perto de mim, normalmente, ele diminui tanto que sai da minha prisão de chumbo por alguma fissura invisível e vai crescer em outro lugar, num campo verde talvez, onde haja espaço, lugar e luz sem restrições, inclusive sem restrições a minha presença, mas eu quero tanto pra mim, junto de mim, que é difícil estar nesses campos de liberdade, ou foi difícil.
Não quero mais ter que prender todo esse amor que vem pra mim, e nem tenho que fazer isso, descobri também. Quero que ele fique solto sem eu ter medo dele fugir, sem ficar vigiando pra que isso não aconteça, sem colocar sobre ele peso demais, pra não deixar ele se afastar muito numa obrigação que eu não queria.
Livre, sem peso e com sua própria vontade, esse é o amor que eu quero que olhe pra mim e que eu olhe pra ele vendo beleza na liberdade mostrada. Tudo que não seja assim eu nego e desisto de sentir... Caminho?
Durante toda a minha vida sempre que me vi perdendo parti para o mecanismo de obrigar (talvez tenha aprendido assim), obrigar as coisas que estão saindo do meu campo de visão por vontade delas a voltarem e permanecerem nele, muitas vezes elas voltam e permanecem, mas não estão mais e, muitas vezes eu preferi vê-las não estando, mas vê-las, do que saber que elas estão e são longe de mim. Que tudo parta quando tiver que partir, que tudo ame ou não ame quando tiver de ser... Assim, assim sim.

terça-feira, dezembro 26, 2006

o AR DE PASÁRGADA

O ar de Pasárgada
VERÍSSIMO

Escrevi isto há algum tempo, mas vale a adaptação. Escrevi que ir embora para Pasárgada é o que todos nós queremos. Até dispensaríamos os outros atrativos da terra sonhada do Manuel Bandeira — ginástica, bicicleta, burro brabo, pau-de-sebo, banho de mar, banho de rio e mulher desejada na cama escolhida — se tivéssemos a consideração do nosso amigo, o Rei. Para alguns, ser amigo do Rei significa ter influência no governo, qualquer governo. Para outros, significa ter dado o passo mágico com o qual, no Brasil, os que estão por fora passam para dentro.Ter transposto o balcão que separa os que atendem mal dos que são mal atendidos pelo Estado. O serviço público é a Pasárgada de muita gente, mesmo que, ao contrário da Pasárgada de Bandeira, não tenha tudo nem seja outra civilização, e sim um serviço geralmente mal pago e com poucos privilégios.Não importa — está-se ao lado do Rei, livre da danação de ser apenas outro cidadão brasileiro.A amizade do Rei é desejável justamente porque, num país como o Brasil, não basta ser cidadão para ter direito de cidadão. Nossa grande ânsia por Pasárgada vem desta consciência do Estado não como algo que nos serve mas como um clube de poucos do qual é preciso ser membro porque a alternativa é ser sua vítima. Outra Pasárgada é a terra do dinheiro e do pistolão, dos que podem olhar as filas dos SUS e a miséria à sua volta como se olhassem outro país, no qual felizmente não vivem.Agora, Pasárgada mesmo, Pasárgada além da sonhada, é não ser só amigo do Rei, é ser da corte.Pertencer a minoria dentro da minoria que manda e desmanda. Estar no centro dessa teia de cumplicidades tácitas que sobrevive a toda retórica reformista e enreda suavemente quem chega a ela, por mais bem intencionado que chegue. É uma confraria sem estatutos ou regras claras, uma confraria que nem bem conhece a si mesma. Você só sabe que está em Pasárgada e que não deve mais explicações a ninguém.Só a sensação de estar numa Pasárgada à prova de cobranças e conseqüências explica o aumento escandaloso que os congressistas querem se dar.Nem se deve reprová-los — foi o ar de Pasárgada, que embaralha os sentidos, destrói o bom senso e desregula a vergonha. E em vez de ficar execrando e lamentando os que sucumbiram deve-se louvar os que resistiram à intoxicação, gente como o Chico Alencar e a Luciana Genro, que foram embora para Brasília mas não abandonaram o Brasil.

segunda-feira, dezembro 25, 2006

CHEIA!!! Mas de coisas novas e lindas...

Poxa o que dizer?
Tudo né!!!
Acabei o ano, aquele o letivo, coisinhas pra fazer sempre ficam mas a distância é bem grande, ainda bem. Ai eu vou começar outro ano letivo num futuro distante num terceiro ano!!!
Ai eu voltei as alegrias que estavam paradas por uma semana e o Rio foi a primeira parada. Pô, que parada louca aquele lugar viu... Amo muito, acho muito lindo, muito conflitante, muitas coisas que só dá pra sentir lá.
Santa Tereza agora faz parte da minha vida, a pessoa que eu amava já não faz mais, novos amores e vontades de viver mais do que tudo. E eu que pensava que não dava pra sentir mais tesão pela vida do que eu sentia, mas dá e sinto agora, aumentando sempre. E agora? E agora é só essa curtição não desperdiçada e não desaparecida tomando conta de tudo e levando alegria pra todos os lugares. Família, amigos, eu, tempo... Mais do que isso nem precisa, mas quero!
Depois lanço umas filosofadas que eu sei que a galera curte!

quarta-feira, dezembro 06, 2006

Há tempos

Há tempos...
Nunca tive tanta coisa pra dizer e nunca fiquei tanto tempo sem dizê-las... Mas deve ser porque é simples parar de dizer certas coisas algumas vezes...
O momento é reticente, o momento é de cansaço extremo de tudo que é obrigação, o momento é de não vontade da maioria das coisas, o momento é de adeus, o momento é de retorno querido...
E é só isso que sai mesmo... Porque o momento não é muito produtivo

quinta-feira, outubro 19, 2006

Sentir o que se faz...

Hoje eu fiz o meu primeiro curativo!!!
E estou realmente emocionada!
Pode parecer idiota pra quem não quer ser médico, mas fazer um curativo é muito mais do que limpar o local e colocar micropore, é vínculo e é impressionante a diferença que uma palavra pode fazer no contexto todo: INCRÍVEL!
O senhor de quem eu troquei o curativo já está no hospital há uns 13 dias, ele fez uma cirurgia no esôfago, e saber que eu fiz tudo direitinho me dá um grande alívio, mesmo porque o médico que retirou o dreno dele depois não fez tudo tão direito...
Ah, o que eu quero falar é da minha emoção, do meu sentimento ao sentir que posso ser boa médica, fora de todos os padrões ocidentais e hospitalocêntricos que eu conheço: EU REALMENTE SINTO O QUE ESTOU FAZENDO! E isso é lindo!
Ah, vou conseguir, acredito...

quinta-feira, outubro 12, 2006

A PRIMEIRA IDÉIA QUE VEIO A CABEÇA FOI: VOU PERDER O TEMPO DO BILHETE ÚNICO!

O metrô parou e o "desespero" toma conta do ser...
Não quero mesmo gastar dois reais a mais...
Mas e por quê?
Sei lá porque essa porra parou, quero pegar o outro ônibus a tempo...
Ai se diz:
"SENHORES USUÁRIOS ESTAMOS PARALISADOS POR CONTA DE UM USUÁRIO NO TRILHO NA ESTAÇÃO TIÊTE, PREVISÃO DE VOLTA EM DOIS MINUTOS"
Mas ai, na minha cabeça, não parou a idéia do bilhete, NÃO PAROU!!!
E eu nem acredito...
Foda, depois eu parei e pensei nisso: A primeira idéia que veio a cabeça foi: Vou perder o tempo do bilhete único!
Nem tem mais nada...
Só isso, a reflexão não é mais minha...

quinta-feira, outubro 05, 2006

Rótulos

Acho que estou com um problemas com rótulos...
Ontem me ofereceram um relacionamento sem rótulos... Mas será que é sempre bom ter um relacionamento sem rótulos?
Putz, eu fiquei quase 8 meses num relacionamento sem rótulos e isso me pareceu mais uma indefinição desnecessária. Mas agora... Ah não sei... Só pra dizer isso aqui porque precisava botar pra fora...

sábado, setembro 30, 2006

E pra fazer parar de sentir saudades?
Daqueles dias que não era pra escrever, mas o sentimento do amor toma aquela conta de mim total, e eu só fico pensando em como, de que jeito, aquela coisa bem melodramática do "Por que? Por que, tão longe se perfeito? Por que perfeito se tão distante?".
Tá vendo, papo bravo!
Mas o grande lance é que é isso mesmo, muito longe, pouco tempo e pra mim tem que ver pra ser, senão vejo outras pessoas e embora não seja tanto é porque é perto, todo dia, olho no olho, mão na mão, boca na boca. E pra mim se não for assim, de pertinho eu não consigo e ele também não eu acho...
E continua a saudade, a vontade e a não possibilidade que, às vezes, me ataca por ser tão passional desse jeito e fico lembrando de coisas e mais coisas que são tão poucas mas juntas ficam tão imensas, pouquíssimas horas, mas são as que mais valem...
Ah, continuo, será que continua? Continuo com saudades das possibilidades...

quinta-feira, setembro 21, 2006

RODRIGUINIANO!

Quem me conhece sabe que eu sou uma pessoa que me revolto com as coisas, mas eu sempre me impressiono com a capacidade que as pessoas têm de agir de forma tão grotesca que me fazem me revoltar ainda mais, chegar ao limiar da revolta, onde a única vontade é combater a irracionalidade rodriguiniana desse tipo de ser.
Ontem uma amiga chegou pra mim desesperada dizendo que tinham cometido uma dessas ações grotescas contra um amigo dela, um médico, dentro do Hospital de Clínicas da Unicamp, faculdade na qual eu estudo, teve a insensibilidade de dar um diagnóstico de HIV pra esse menino, sem nem ao menos ter um resultado positivo no exame!!! Eu sei, é inacreditável, poderia muito bem ser uma cena de Nelson Rodrigues, das mais horrendas.
O que falta ainda dizer é que esse garoto está doente há um mês e ninguém descobre o que ele tem, que ele está emocionalmente abalado, fisicamente debilitado e muito desesperado, mas mesmo assim o médico não teve o menor tato ao dizer pra ele: "- Todos os seus exames estão normais, só o resultado do exame de HIV não saiu ainda, mas pelas suas características atuais, linfonodos inchados, pouca salivação... é muito provável que o diagnóstico seja esse, então, você volta daqui TRINTA DIAS pra confirmar isso!" COMO É POSSÍVEL???
O menino ainda tentou argumentar com o médico que ele gostaria de saber do resultado do exame antes da consulta, mas aquele ser disse que não seria possível!
O importante é dizer que isso não vai ficar assim, que não pode. Por isso que estou contando aqui e vou contar onde puder, e vou querer que o médico que fez isso seja alertado, ou punido... Que as pessoas todas tenham consciência de que um profissional da saúde não deve agir com as pessos como se elas fossem máquinas, e que o bom senso deve fazer parte dessa relação profissional de saúde e sujeito cuidado. Assim como o respeito pela emoção das pessoas deve acontecer em todas as relações, eu penso assim, e gostaria de saber o que os outros pensam.
LUTEMOS CONTRA ISSO, LUTEMOS CONTRA A DESUMANIDADE, CONTRA O DESCASO, CONTRA A NÃO CONSCIÊNCIA DO OUTRO!!!

segunda-feira, setembro 18, 2006

sOZINHA nO fUNDO

Ah, esse é daqueles que é bom nem começar, não por não saber onde vai parar, mas por não saber se vai dar, se vai ter um início, se vai além das reticências...
Eu sempre digo pra mim mesma que odeio o médio, odeio o pouco, o pequeno, o que não é nem bom nem ruim, mas, às vezes, me boto no médio, como do médio e vivo o médio. Pra que? Por quê? Porque além de odiar o médio eu sempre tenho esperança de que tudo vai ser tão sublime como eu quero que seja, sempre, e isso é, realmente um defeito!
Por quê? Porque vivo isso que vivo sem perceber que é médio, até que vem a queda de uma vez, e quando percebo o tesão se vai, foge de mim, deixo de querer: porque é médio!
Falando com uma amiga agora pouco redescobri que eu sou intensa demais, que eu vou fundo demais, não que isso seja ruim, pra mim isso é lindo, mas as pessoas não acompanham esse movimento e, às vezes, muitas vezes, eu fico no fundo sozinha! O que não é ruim, porque me encontro, me vivo, me palpo... Mas nem sempre me encontro sozinha, aquela coisa de querer um outro pra te encontrar um pouco também...
Mas meus amigos, daqueles que vivem comigo todo dia, vão muito poucas vezes ao fundo de tudo isso, desse lance lindo que é se relacionar, que é amar, que é querer com muita força e eu quero companhia hoje, pra viver intenso, pra viver inteiro, pra viver junto.
De onde vem? Hoje, que as energias não estão azul celeste como há algum tempos andavam em cima da minha cabeça, não tem ninguém no fundo comigo, tô sozinha, no mais profundo de mim, no mais escondido de mim que eu nem poderia imaginar e, hoje, sinto mesmo, que não quero a solidão, pelo menos hoje não...

Esperando

Hoje só sei que vivia esperando...
Esperando um olhar,
Esperando um abraço,
Esperando um sinal,
Esperando uma brisa mais leve,
Esperando uma vida mais leve,
Esperando amanhã ser melhor,
Esperando terminar pra começar,
Esperando passar,
Esperando ficar,
Esperando alguém me amar,
Esperando sem lutar,
Esperando ser feliz um dia...

Agora sem esperar nada de nada, de lugar nenhum faço hoje tudo que esperava ontem...

quinta-feira, setembro 14, 2006

qUERO sABER!

Simplesmente estudar o que não se quer, ou do jeito que não se quer é impráticavel.
Não saber o que se estuda ou não saber porque se estuda é tão ruim quanto.
É infernal essa coisa do autoritarismo acadêmico, dessa imposição, desse não espaço para criar e pensar, o antigo e o novo, conjuntar tudo, fazer as coisas crescerem a fazerem sentido, ou pelo menos terem cara de não copiadas...
Não quero mais plagear o que não gosto, só porque a nota me é exigida.
Não quero mais decorar o que não entendo, pelo mesmo motivo.
Não quero mais me desesperar por não saber o que não preciso, do jeito que não quero...
Quero saber sim!
MAS SABER MESMO!!!
Quero olhar pras coisas e construir sentidos, quero viver esse educar de verdade...
Quero ser mais do que um monte de informações sobre páginas e páginas, quero ser eu e saber coisas sem deixar de ser eu nem por um minuto.
Será que dá pra entender o que quero dizer?
QUERO SABER PARA FAZER E TRANSFORMAR!

quarta-feira, setembro 13, 2006

O que hoje?

Tanta coisa, tantos milhares de eventos acontecendo ao mesmo tempo, e ao mesmo tempo não acontecendo muita coisa, ai fica difícil parar, pensar e escrever sobre um em particular, sobre um pedaço, ou escrever muita coisa que tenha coerência...
Mas agora é a do preconceito, preconceito racial que eu fico pensando que sumiu, mas não some, nunca, nunca talvez não, mas ainda anda por ai, apesar da torcida contra.
Pão de Açúcar, na região da Avenida Paulista, sexta-feira, meia noite: sete pessoas, três caras brancos, três meninas negras e um segurança negro (que nem deve perceber que é negro, ou que nem deve perceber onde guarda seu próprio preconceito). Precisa falar mais? Acho que precisa, sondagem dentro do mercado, perseguição implacável do segurança sobre o grupo por todos os setores, revolta!!! Disse que iria pagar pelo que quisesse, não, na verdade não iria pagar por nada, não queria nada dali e fim. Fim? Nada, só o começo de indagações, ou o recomeço de velhas questões que não estão se apagando, meu, não estão se apagando mesmo e porque?
Nem sei direito porque, sei direito que não aceito, não quero essa porra desse olhar sobre ninguém, não quero essa porra dessa desconfiança sobre ninguém, não quero e pronto. Não aceito!!!
Mudar a visão, mudar a educação, mudar a proporção, mudar o valor, mudar o amor, mudar tudo, ai para, ai deixa de existir...

segunda-feira, setembro 11, 2006

Sobre Campinas...

Só pra jogar a minha revolta de estar aqui para longe de mim, eu tenho que dizer que eu realmente não gosto de Campinas, sabe, dessa mania de ser cidade grande. Dessa coisa de ter todos os problemas de uma cidade grande só que sem as vantagens dessa...
Odeio esse academicismo todo que a Unicamp me proporciona, apesar de achar esse espaço incrível, lindo, cheio de verde e de sensações (falaciosas) de liberdade... Ah!!!
Como eu não agüento mais isso, e como eu quero agüentar por conta das minhas decisões, como minhas energias se vão, como tudo se esvai, some, desaparece, menos o tempo que se alonga demais, que não passa, a não ser quando eu tenho 500 mil coisas pra faze! Por isso decidi, aqui eu me mato, eu aprendo, eu transcendo, eu tento achar o meu modo, o meu caminho, o meu jeito de achar coisas e momentos. Aqui eu tenho que aprender a ser eu, a ser livre, a ser feliz acima das barreiras. Consigo? Tomara!
Porque eu quero conseguir, quero me dar a chance de terminar! Terminar pra quê?
Pra ser, pra saber simplesmente, sem após...
Acho que é só isso, não era assim, mas já que saiu fica!!!

quinta-feira, setembro 07, 2006

Longe... denovo


Partiu... foi-se longe demais de mim agora... e dói de começo quando tá longe assim, depois passa, depois vai a dor embora, mas de início é triste, é ruim mesmo, ficar sentindo falta de ver, tocar, sentir... Ai... Sei que volta, sei que não cessa tão breve e que não demora tanto, mas o começo da distância é tão infeliz que parece que nunca mais vai passar... Dá medo, dá angústia, dá vontade de sair gritando... Mas não grito nunca... A não ser pra dentro... Ou pras pessoas que amo e que sabem do grito e da necessidade dele sair... Mas o que eu queria mesmo, o que me fez começar escrever, eu nem sei direito... Só sei que é foda e não é ao mesmo tempo, é assim, sempre assim, sem perspectivas de ser diferente agora, em tudo, em tudo mesmo... Tudo desse jeito meio sem nome, meio sem título, mas tão de verdade, tão real e indispensável... ah... tô elocubrando demais e dizendo nada de novo... nada... tudo que sempre digo pra mim mesma todo dia e que todo mundo que me conhece nem precisa mais ouvir... Mas tá uma confusão aqui dentro... só pra variar... só pra ser diferente... Só queria perto... quente... junto... só isso..

domingo, setembro 03, 2006

Nenhum

Fica difícil escrever quando volto pra "realidade", não tem como parar a noite e falar, e falar, e é a noite que eles aparecem, que tudo se centra num ponto só, num único lugar sem interferências, sem ois, tchaus e necessidades de outros... Tudo em mim... Tudo na minha cabeça... Fica tão mais fácil... É só ir batendo as teclas e vai saindo... Coisas que eu gosto muito, coisas que dizem tanto de mim pra mim mesma... Uma vontade de mostrar essas coisas de mim pra as pessoas amadas...
Hum...
Reticências a vontade, tudo a vontade, livre mesmo, porque é só uma saída, só um caminho pra fora da minha cabeça e pode sair qualquer coisa, sem preocupações com forma e conteúdo, porque pode conter tudo!!!!
É só ir pescando coisas por aqui, por ali, pelos cantinhos de mim... É, só ir colocando tudo um atrás do outro, uma palavra atrás de outra palavra, que faz muito sentido... Até quando não diz absolutamente nada... porque é necessário reagir, é de vontade dizer o que se pensa...
Que bom, que bom... Dizer assim, e só dizer por ser desse jeito mesmo...

domingo, agosto 27, 2006

Retorno...

Acabei de chegar, e quero muito voltar. Na verdade ainda nem cheguei direito, cheguei no início da viagem e não no seu ponto final... Voltei ao começo, onde tudo era lindo e agora sinto falta de voltar ao segundo espaço... Ah... "-E quando você volta? Nunca, né?"... "Não, um dia eu volto, pode demorar, mas eu volto!" Pode demorar... Eu sei que vai demorar muito, isso é muito claro, muito óbvio, distâncias existem e barreiras (físicas ou não) estão ai para demonstrar isso...
Mas posso dizer que sim... que estou absurdamente feliz, absurdamente livre, absurdamente fora de tudo que não quero, embora esteja voltando pra algumas coisas amanhã... Depois de amanhã...
Música, mato, beijos estranhos em cima da pedra...
Noite demais e mato em volta... Lindo, novo, de novo quando?
Altas sensações que eu adoro sentir, daquelas minhas brisas cheias de tesão... Cheias de coisas que eu quero sentir o tempo todo...
O vento batendo no meu corpo, o céu que se muda toda hora, e é toda hora lindo, o mato que rodeia tudo... Andar, andar, andar e sentir a água fria da cachoeira cobrindo seu corpo, sentir um outro corpo perto do seu corpo, um corpo que quer muito...
Desejo, tesão, paixão, liberdade, transcendência, tudo isso, todo dia, sempre....

sexta-feira, agosto 25, 2006

INCOMUNICABILIDADE

A gente se mal acostuma quando as coisas são sempre transcendentes, não foi assim e estou decepcionada? Não, só não estou feliz!
Sempre consegui me comunicar com ele, mesmo com grandes espaços, grandes lacunas, grandes distâncias, sempre foi uma comunicação de entender bem... Dessa vez não foi assim, não entendi nada e queria, queria muito falar que era culpa dele, queria muito falar que ele tava diferente e que não estava mais na mesma viagem da transcendência, mas seria mentira... Eu não estou transcendente, e ai não se transcende nada!
Pra quem não sabe o que é esse transcendente (às vezes eu me perco nisso também) fica difícil entender o que eu quero dizer...
Mas no português vulgar e claro: Não deu tesão falar com ele hoje! E sempre dá! (Sempre é uma comunicação maior do que com todo o resto das pessoas que eu conheço, mas eu não tava eu e ai não dá pra esperar que a pessoa sinta você, como ela conhece...)
Ai, começa aquela diminuição do que é mesmo, né, ai, começa aquela coisa de se falar só porque sempre se falou, ou porque se quer falar como se falou antes... Busca, espera... Ah, todas essas coisas para as quais eu não estou com saco hoje, nos últimos tempos...

Mas continuo buscando, mesmo não estando afim, por que preciso, e naquele mesmo esquema de sempre: precisar dói, machuca!

terça-feira, agosto 22, 2006

Nada de títulos

Me vejo e não me vejo...
Vejo toda hora coisas que nem são assim muito minhas mesmo, o grande lance é que elas estão em mim, mas eu não as quero, não as admiro, não as legitimo... Mas elas ficam por aqui me azucrinando o tempo inteiro, e me lembrando que nada é tão assim, que nada é tão simples assim, que nada é tão livre assim, embora eu saiba que seja sim, mas quando vejo essas coisas em mim deixam de ser, num movimento simples e primitivo... Deixam de ser somente nada e passam a representar a verdade... Mas que verdade também... É disso que eu tô falando...

segunda-feira, agosto 21, 2006

Hoje

Hoje muitas coisas, muitas pessoas, muitas falas...
Hoje muitas idéias, muitos passos, muita praia...
Hoje muita vida, muito olho, muito novo...
Hoje muitos outros, muito grande, muito instante...
Hoje muitos planos, muito engano, muito cansaço...
Hoje muita vontade, muito sentido, muitas possibilidades...
Hoje muitas imagens, muita saudade, muito pouca realidade...
Hoje muito.
Hoje muito!
Hoje muito?
Hoje muito...
Hoje muito eu.

domingo, agosto 20, 2006

Algo para começar...

Sempre fico escrevendo, escrevendo e relendo, relendo...
Bom, isso, mas nunca fico me deixando ler e reler... Ver para rever...
Agora acho que é isso... Hora de mostrar isso tudo, ou esse pouco daqui pra frente...