segunda-feira, abril 09, 2007

Pra neguinha

Como assim Vaca mor???
Tudo bem neguinha malandra.
Poxa Fezoca fico feliz com a descoberta, com a conscientização pra dentro de você que rolou viu. Muito lindo isso da gente descobrir coisas assim, que fazerm a gente refletir sobre quem somos, o que queremos e tal. Acho que você tá no caminho certo, é por ai mesmo, se pinta a neurose procura um jeito de fazer ela ir embora né?
Por aqui tudo lindo e cansado.
O Seminário foi massa, muito bacana mesmo, os espaços, os palestrantes, parecia tudo uma linguagem diferente, um jeito todo do nosso jeito de fazer as coisas. No final, a DENEM nem ajudou a gente muito e deu tudo certo, tudo fez sentido, tudo, até o cansaço. E estamos muito unidos por aqui depois desse encontro. Até a tratoração básica fez sentido
Hoje fiquei pensando que todos os dias podiam ser um encontro, sem tanto desencontro do jeito que é. E é isso que quero, esses estar junto, ver idéias parecidas se juntando, ver pessoas, coisas, lugares, tudo isso em harmonia, fazendo sentido. Tô nessa batalha, acho que chego lá.
Uma coisa muito linda que aconteceu: O WAGNER VEIO PRA CÁ!!!
Amor, fiquei tão surpresa, ele nem avisou nada! Na verdade, ele decidiu assim, de um dia pra o outro, tava em Curitiba, indo pra casa dele em Maringá, ai a conjuntura mudou e ele foi! Na hora em que ele chegou, foi tão intenso ver ele entrando naquele prédio, me abraçando e eu podendo sentir o calor dele de pertinho. Muito amor dentro de mim.
Enfim, não, não ficamos de novo, mas rola um lance tão bom de tar perto, uma vontade de não tá com outros que isso me confunde, mas me faz pensar que é provavel que eu esteja mesmo apaixonada por ele.
Eu sei é que na hora de despedir, demos o fatídico abraço, eles pularam o portão pra pegar o ônibus e foi bem dificil ver o amor ali, na minha frente, do outro lado da grade, imune aos meus abraços. Só a ponta dos dedos se tocaram e uma vontade de tocar a superfície dos lábios... Ai eu fiquei mal, ai não adiantou ter visto, deu um lance de ficar pra sempre perto, junto, vendo. "Chorei, chorei, até ficar com dó de mim" e perceber o quanto o meu sentimento tava se espalhando por um outro lado, o quanto o ciúme e a raiva tavam me surgindo na vida naquela hora de chorar por que ele tava longe, e parei, e fiquei menos chorosa e pensante. Parei de aceitar essa coisa de medo dentro de mim, ainda mais quando a gente sabe do que a pessoa sente pela gente, do amor que ela tem, seja qual forma for que ele vá tomar.
Fui pra casa, sozinha de tudo, o que foi até bom depois de dias e dias com muita gente por perto o tempo todo... Um sono tão grande que me bateu que eu nem consegui trocar de roupa direito. De repente o telefone toca, o Murilo avisando que eles não tinham conseguido ir, que iam mais de noite, pra gente fazer alguma coisa, ai o que eu fiz?
Ah, falei que tava em casa, que não tinha nada pra fazer, que ia dormir. Pode!
Claro que me arrependi em 30segundos, tomei banho, me troquei e fiquei feliz, bonita e sem sono de novo.
Sentados no chão da rodoviária toda a nossa subjetividade ali, nós três e nossa vida entrando pelos ouvidos uns dos outros, carinhos, cheiros, vontades se encontrando...
Fo bom. Cheguei em casa tardão, descobri que tarde é possível também e que longe não tem que existir, e que cansaço é sempre relativo...
Ah, saudade só, de vocês daí de Sampa agora.
Vontade de ficar perto e fazer a vida encontros...

ei. achei legal o que escrevi, vou por no meu blog tá?
continua escrevendo.
Te amo
Dani