domingo, dezembro 31, 2006

mE TORNEI EM SENTIR

Me tornei em sentir...
Menina? Não sei


Existem marcas fortes fundas boas nem tão boas
não
Na minha vida em reticências possibilidades
potenciais continuações recomeços


O começo evidente não diz sobre todos os inícios O começo em dia qualquer e o fim
O começo evidente nem sempre recomeça
Apenas um dia mais para outro
Para outro ainda mais um dia Apenas um dia


Planos para um que virá inconsistente?
Concreto fixo rígido?
Vontade basta vontade na hora agora... Ver o querer ir e fazer.


EU

sábado, dezembro 30, 2006

Do amor LIVRE.

Algumas coisas têm de ser mais leves e algumas expectativas não são boas o suficiente para existir. Talvez olhando isso eu mesma faça mais sentido pra mim.
Aprendi hoje que retroceder no que se acredita (quando realmente acredita!) por conta de amar outro faz com que o amor destinado a mim seja menor, até o meu amor é menor por mim nesses momentos.
Não adianta fingir que não, prender as neuroses no fundo da bacia, dizer que não há, quando há, elas sobem ou quem vê por fora vê todas elas muito maiores do que quando eu admito que elas existem.
A real é que eu quero amor, quero amar e faço planos para isso, e finjo que não faço. Mas busco cercar o amor por todos os lados, cercá-lo mesmo, eu tento prendê-lo. Guardar, restringir esse amor todo pra mim. Vindo de que via vier, de que lado surgir, quero sempre que ele fique aqui. Eu que tanto prego viver livre tenho tentado prender o amor de algumas pessoas livres que amo porque são livres, tento prender o amor delas comigo, ai...
Ai, sem chance para esse amor crescer perto de mim, normalmente, ele diminui tanto que sai da minha prisão de chumbo por alguma fissura invisível e vai crescer em outro lugar, num campo verde talvez, onde haja espaço, lugar e luz sem restrições, inclusive sem restrições a minha presença, mas eu quero tanto pra mim, junto de mim, que é difícil estar nesses campos de liberdade, ou foi difícil.
Não quero mais ter que prender todo esse amor que vem pra mim, e nem tenho que fazer isso, descobri também. Quero que ele fique solto sem eu ter medo dele fugir, sem ficar vigiando pra que isso não aconteça, sem colocar sobre ele peso demais, pra não deixar ele se afastar muito numa obrigação que eu não queria.
Livre, sem peso e com sua própria vontade, esse é o amor que eu quero que olhe pra mim e que eu olhe pra ele vendo beleza na liberdade mostrada. Tudo que não seja assim eu nego e desisto de sentir... Caminho?
Durante toda a minha vida sempre que me vi perdendo parti para o mecanismo de obrigar (talvez tenha aprendido assim), obrigar as coisas que estão saindo do meu campo de visão por vontade delas a voltarem e permanecerem nele, muitas vezes elas voltam e permanecem, mas não estão mais e, muitas vezes eu preferi vê-las não estando, mas vê-las, do que saber que elas estão e são longe de mim. Que tudo parta quando tiver que partir, que tudo ame ou não ame quando tiver de ser... Assim, assim sim.

terça-feira, dezembro 26, 2006

o AR DE PASÁRGADA

O ar de Pasárgada
VERÍSSIMO

Escrevi isto há algum tempo, mas vale a adaptação. Escrevi que ir embora para Pasárgada é o que todos nós queremos. Até dispensaríamos os outros atrativos da terra sonhada do Manuel Bandeira — ginástica, bicicleta, burro brabo, pau-de-sebo, banho de mar, banho de rio e mulher desejada na cama escolhida — se tivéssemos a consideração do nosso amigo, o Rei. Para alguns, ser amigo do Rei significa ter influência no governo, qualquer governo. Para outros, significa ter dado o passo mágico com o qual, no Brasil, os que estão por fora passam para dentro.Ter transposto o balcão que separa os que atendem mal dos que são mal atendidos pelo Estado. O serviço público é a Pasárgada de muita gente, mesmo que, ao contrário da Pasárgada de Bandeira, não tenha tudo nem seja outra civilização, e sim um serviço geralmente mal pago e com poucos privilégios.Não importa — está-se ao lado do Rei, livre da danação de ser apenas outro cidadão brasileiro.A amizade do Rei é desejável justamente porque, num país como o Brasil, não basta ser cidadão para ter direito de cidadão. Nossa grande ânsia por Pasárgada vem desta consciência do Estado não como algo que nos serve mas como um clube de poucos do qual é preciso ser membro porque a alternativa é ser sua vítima. Outra Pasárgada é a terra do dinheiro e do pistolão, dos que podem olhar as filas dos SUS e a miséria à sua volta como se olhassem outro país, no qual felizmente não vivem.Agora, Pasárgada mesmo, Pasárgada além da sonhada, é não ser só amigo do Rei, é ser da corte.Pertencer a minoria dentro da minoria que manda e desmanda. Estar no centro dessa teia de cumplicidades tácitas que sobrevive a toda retórica reformista e enreda suavemente quem chega a ela, por mais bem intencionado que chegue. É uma confraria sem estatutos ou regras claras, uma confraria que nem bem conhece a si mesma. Você só sabe que está em Pasárgada e que não deve mais explicações a ninguém.Só a sensação de estar numa Pasárgada à prova de cobranças e conseqüências explica o aumento escandaloso que os congressistas querem se dar.Nem se deve reprová-los — foi o ar de Pasárgada, que embaralha os sentidos, destrói o bom senso e desregula a vergonha. E em vez de ficar execrando e lamentando os que sucumbiram deve-se louvar os que resistiram à intoxicação, gente como o Chico Alencar e a Luciana Genro, que foram embora para Brasília mas não abandonaram o Brasil.

segunda-feira, dezembro 25, 2006

CHEIA!!! Mas de coisas novas e lindas...

Poxa o que dizer?
Tudo né!!!
Acabei o ano, aquele o letivo, coisinhas pra fazer sempre ficam mas a distância é bem grande, ainda bem. Ai eu vou começar outro ano letivo num futuro distante num terceiro ano!!!
Ai eu voltei as alegrias que estavam paradas por uma semana e o Rio foi a primeira parada. Pô, que parada louca aquele lugar viu... Amo muito, acho muito lindo, muito conflitante, muitas coisas que só dá pra sentir lá.
Santa Tereza agora faz parte da minha vida, a pessoa que eu amava já não faz mais, novos amores e vontades de viver mais do que tudo. E eu que pensava que não dava pra sentir mais tesão pela vida do que eu sentia, mas dá e sinto agora, aumentando sempre. E agora? E agora é só essa curtição não desperdiçada e não desaparecida tomando conta de tudo e levando alegria pra todos os lugares. Família, amigos, eu, tempo... Mais do que isso nem precisa, mas quero!
Depois lanço umas filosofadas que eu sei que a galera curte!

quarta-feira, dezembro 06, 2006

Há tempos

Há tempos...
Nunca tive tanta coisa pra dizer e nunca fiquei tanto tempo sem dizê-las... Mas deve ser porque é simples parar de dizer certas coisas algumas vezes...
O momento é reticente, o momento é de cansaço extremo de tudo que é obrigação, o momento é de não vontade da maioria das coisas, o momento é de adeus, o momento é de retorno querido...
E é só isso que sai mesmo... Porque o momento não é muito produtivo