sábado, setembro 30, 2006

E pra fazer parar de sentir saudades?
Daqueles dias que não era pra escrever, mas o sentimento do amor toma aquela conta de mim total, e eu só fico pensando em como, de que jeito, aquela coisa bem melodramática do "Por que? Por que, tão longe se perfeito? Por que perfeito se tão distante?".
Tá vendo, papo bravo!
Mas o grande lance é que é isso mesmo, muito longe, pouco tempo e pra mim tem que ver pra ser, senão vejo outras pessoas e embora não seja tanto é porque é perto, todo dia, olho no olho, mão na mão, boca na boca. E pra mim se não for assim, de pertinho eu não consigo e ele também não eu acho...
E continua a saudade, a vontade e a não possibilidade que, às vezes, me ataca por ser tão passional desse jeito e fico lembrando de coisas e mais coisas que são tão poucas mas juntas ficam tão imensas, pouquíssimas horas, mas são as que mais valem...
Ah, continuo, será que continua? Continuo com saudades das possibilidades...

quinta-feira, setembro 21, 2006

RODRIGUINIANO!

Quem me conhece sabe que eu sou uma pessoa que me revolto com as coisas, mas eu sempre me impressiono com a capacidade que as pessoas têm de agir de forma tão grotesca que me fazem me revoltar ainda mais, chegar ao limiar da revolta, onde a única vontade é combater a irracionalidade rodriguiniana desse tipo de ser.
Ontem uma amiga chegou pra mim desesperada dizendo que tinham cometido uma dessas ações grotescas contra um amigo dela, um médico, dentro do Hospital de Clínicas da Unicamp, faculdade na qual eu estudo, teve a insensibilidade de dar um diagnóstico de HIV pra esse menino, sem nem ao menos ter um resultado positivo no exame!!! Eu sei, é inacreditável, poderia muito bem ser uma cena de Nelson Rodrigues, das mais horrendas.
O que falta ainda dizer é que esse garoto está doente há um mês e ninguém descobre o que ele tem, que ele está emocionalmente abalado, fisicamente debilitado e muito desesperado, mas mesmo assim o médico não teve o menor tato ao dizer pra ele: "- Todos os seus exames estão normais, só o resultado do exame de HIV não saiu ainda, mas pelas suas características atuais, linfonodos inchados, pouca salivação... é muito provável que o diagnóstico seja esse, então, você volta daqui TRINTA DIAS pra confirmar isso!" COMO É POSSÍVEL???
O menino ainda tentou argumentar com o médico que ele gostaria de saber do resultado do exame antes da consulta, mas aquele ser disse que não seria possível!
O importante é dizer que isso não vai ficar assim, que não pode. Por isso que estou contando aqui e vou contar onde puder, e vou querer que o médico que fez isso seja alertado, ou punido... Que as pessoas todas tenham consciência de que um profissional da saúde não deve agir com as pessos como se elas fossem máquinas, e que o bom senso deve fazer parte dessa relação profissional de saúde e sujeito cuidado. Assim como o respeito pela emoção das pessoas deve acontecer em todas as relações, eu penso assim, e gostaria de saber o que os outros pensam.
LUTEMOS CONTRA ISSO, LUTEMOS CONTRA A DESUMANIDADE, CONTRA O DESCASO, CONTRA A NÃO CONSCIÊNCIA DO OUTRO!!!

segunda-feira, setembro 18, 2006

sOZINHA nO fUNDO

Ah, esse é daqueles que é bom nem começar, não por não saber onde vai parar, mas por não saber se vai dar, se vai ter um início, se vai além das reticências...
Eu sempre digo pra mim mesma que odeio o médio, odeio o pouco, o pequeno, o que não é nem bom nem ruim, mas, às vezes, me boto no médio, como do médio e vivo o médio. Pra que? Por quê? Porque além de odiar o médio eu sempre tenho esperança de que tudo vai ser tão sublime como eu quero que seja, sempre, e isso é, realmente um defeito!
Por quê? Porque vivo isso que vivo sem perceber que é médio, até que vem a queda de uma vez, e quando percebo o tesão se vai, foge de mim, deixo de querer: porque é médio!
Falando com uma amiga agora pouco redescobri que eu sou intensa demais, que eu vou fundo demais, não que isso seja ruim, pra mim isso é lindo, mas as pessoas não acompanham esse movimento e, às vezes, muitas vezes, eu fico no fundo sozinha! O que não é ruim, porque me encontro, me vivo, me palpo... Mas nem sempre me encontro sozinha, aquela coisa de querer um outro pra te encontrar um pouco também...
Mas meus amigos, daqueles que vivem comigo todo dia, vão muito poucas vezes ao fundo de tudo isso, desse lance lindo que é se relacionar, que é amar, que é querer com muita força e eu quero companhia hoje, pra viver intenso, pra viver inteiro, pra viver junto.
De onde vem? Hoje, que as energias não estão azul celeste como há algum tempos andavam em cima da minha cabeça, não tem ninguém no fundo comigo, tô sozinha, no mais profundo de mim, no mais escondido de mim que eu nem poderia imaginar e, hoje, sinto mesmo, que não quero a solidão, pelo menos hoje não...

Esperando

Hoje só sei que vivia esperando...
Esperando um olhar,
Esperando um abraço,
Esperando um sinal,
Esperando uma brisa mais leve,
Esperando uma vida mais leve,
Esperando amanhã ser melhor,
Esperando terminar pra começar,
Esperando passar,
Esperando ficar,
Esperando alguém me amar,
Esperando sem lutar,
Esperando ser feliz um dia...

Agora sem esperar nada de nada, de lugar nenhum faço hoje tudo que esperava ontem...

quinta-feira, setembro 14, 2006

qUERO sABER!

Simplesmente estudar o que não se quer, ou do jeito que não se quer é impráticavel.
Não saber o que se estuda ou não saber porque se estuda é tão ruim quanto.
É infernal essa coisa do autoritarismo acadêmico, dessa imposição, desse não espaço para criar e pensar, o antigo e o novo, conjuntar tudo, fazer as coisas crescerem a fazerem sentido, ou pelo menos terem cara de não copiadas...
Não quero mais plagear o que não gosto, só porque a nota me é exigida.
Não quero mais decorar o que não entendo, pelo mesmo motivo.
Não quero mais me desesperar por não saber o que não preciso, do jeito que não quero...
Quero saber sim!
MAS SABER MESMO!!!
Quero olhar pras coisas e construir sentidos, quero viver esse educar de verdade...
Quero ser mais do que um monte de informações sobre páginas e páginas, quero ser eu e saber coisas sem deixar de ser eu nem por um minuto.
Será que dá pra entender o que quero dizer?
QUERO SABER PARA FAZER E TRANSFORMAR!

quarta-feira, setembro 13, 2006

O que hoje?

Tanta coisa, tantos milhares de eventos acontecendo ao mesmo tempo, e ao mesmo tempo não acontecendo muita coisa, ai fica difícil parar, pensar e escrever sobre um em particular, sobre um pedaço, ou escrever muita coisa que tenha coerência...
Mas agora é a do preconceito, preconceito racial que eu fico pensando que sumiu, mas não some, nunca, nunca talvez não, mas ainda anda por ai, apesar da torcida contra.
Pão de Açúcar, na região da Avenida Paulista, sexta-feira, meia noite: sete pessoas, três caras brancos, três meninas negras e um segurança negro (que nem deve perceber que é negro, ou que nem deve perceber onde guarda seu próprio preconceito). Precisa falar mais? Acho que precisa, sondagem dentro do mercado, perseguição implacável do segurança sobre o grupo por todos os setores, revolta!!! Disse que iria pagar pelo que quisesse, não, na verdade não iria pagar por nada, não queria nada dali e fim. Fim? Nada, só o começo de indagações, ou o recomeço de velhas questões que não estão se apagando, meu, não estão se apagando mesmo e porque?
Nem sei direito porque, sei direito que não aceito, não quero essa porra desse olhar sobre ninguém, não quero essa porra dessa desconfiança sobre ninguém, não quero e pronto. Não aceito!!!
Mudar a visão, mudar a educação, mudar a proporção, mudar o valor, mudar o amor, mudar tudo, ai para, ai deixa de existir...

segunda-feira, setembro 11, 2006

Sobre Campinas...

Só pra jogar a minha revolta de estar aqui para longe de mim, eu tenho que dizer que eu realmente não gosto de Campinas, sabe, dessa mania de ser cidade grande. Dessa coisa de ter todos os problemas de uma cidade grande só que sem as vantagens dessa...
Odeio esse academicismo todo que a Unicamp me proporciona, apesar de achar esse espaço incrível, lindo, cheio de verde e de sensações (falaciosas) de liberdade... Ah!!!
Como eu não agüento mais isso, e como eu quero agüentar por conta das minhas decisões, como minhas energias se vão, como tudo se esvai, some, desaparece, menos o tempo que se alonga demais, que não passa, a não ser quando eu tenho 500 mil coisas pra faze! Por isso decidi, aqui eu me mato, eu aprendo, eu transcendo, eu tento achar o meu modo, o meu caminho, o meu jeito de achar coisas e momentos. Aqui eu tenho que aprender a ser eu, a ser livre, a ser feliz acima das barreiras. Consigo? Tomara!
Porque eu quero conseguir, quero me dar a chance de terminar! Terminar pra quê?
Pra ser, pra saber simplesmente, sem após...
Acho que é só isso, não era assim, mas já que saiu fica!!!

quinta-feira, setembro 07, 2006

Longe... denovo


Partiu... foi-se longe demais de mim agora... e dói de começo quando tá longe assim, depois passa, depois vai a dor embora, mas de início é triste, é ruim mesmo, ficar sentindo falta de ver, tocar, sentir... Ai... Sei que volta, sei que não cessa tão breve e que não demora tanto, mas o começo da distância é tão infeliz que parece que nunca mais vai passar... Dá medo, dá angústia, dá vontade de sair gritando... Mas não grito nunca... A não ser pra dentro... Ou pras pessoas que amo e que sabem do grito e da necessidade dele sair... Mas o que eu queria mesmo, o que me fez começar escrever, eu nem sei direito... Só sei que é foda e não é ao mesmo tempo, é assim, sempre assim, sem perspectivas de ser diferente agora, em tudo, em tudo mesmo... Tudo desse jeito meio sem nome, meio sem título, mas tão de verdade, tão real e indispensável... ah... tô elocubrando demais e dizendo nada de novo... nada... tudo que sempre digo pra mim mesma todo dia e que todo mundo que me conhece nem precisa mais ouvir... Mas tá uma confusão aqui dentro... só pra variar... só pra ser diferente... Só queria perto... quente... junto... só isso..

domingo, setembro 03, 2006

Nenhum

Fica difícil escrever quando volto pra "realidade", não tem como parar a noite e falar, e falar, e é a noite que eles aparecem, que tudo se centra num ponto só, num único lugar sem interferências, sem ois, tchaus e necessidades de outros... Tudo em mim... Tudo na minha cabeça... Fica tão mais fácil... É só ir batendo as teclas e vai saindo... Coisas que eu gosto muito, coisas que dizem tanto de mim pra mim mesma... Uma vontade de mostrar essas coisas de mim pra as pessoas amadas...
Hum...
Reticências a vontade, tudo a vontade, livre mesmo, porque é só uma saída, só um caminho pra fora da minha cabeça e pode sair qualquer coisa, sem preocupações com forma e conteúdo, porque pode conter tudo!!!!
É só ir pescando coisas por aqui, por ali, pelos cantinhos de mim... É, só ir colocando tudo um atrás do outro, uma palavra atrás de outra palavra, que faz muito sentido... Até quando não diz absolutamente nada... porque é necessário reagir, é de vontade dizer o que se pensa...
Que bom, que bom... Dizer assim, e só dizer por ser desse jeito mesmo...