
Surge na TV a música da chuva que me faz pensar em tantas coisas, no que fazer ou não fazer, no que pensar, em quem amar... Ela vai tocando e minha cabeça vai se organizando, as coisas que quero e as coisas que não quero vão se separando e tudo fica simples, livre, sem nenhuma prisão possível, só possibilidades de liberdade, de novas formas de viver amar sentir. Aquelas formas das quais a gente fala o tempo todo, mas que só entende na hora em que uma música assim toca e diz que tudo pode ser som sol azul calor não precisa nada, nem neurose nenhuma, é só percorrer a própria mente, o próprio corpo num sentimento interno que fica dizendo muito mais do que quando a razão organiza tudo direitinho em cada uma de suaas gavetas, não há gavetas: o que quer ficar fica pelo caminho, o que não se quer fora dele, já que não vai ser usado no passeio.
Os cabelos e o corpo lavados, o perfume sai por todos os meus poros e a vontade de dividir a sensação desse cheiro com alguém que queira amar invade até a alma... Divido... Só querer.

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